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Rodada #19 tem gol perdido de Pato, defesaça de Fábio e calcanhar certeiro

Fim de semana teve um golaço de calcanhar de Dellatorre para o Atlético-PR e mico de árbitro que marcou pênalti fora da área e depois voltou atrás em sua marcação

Dellatorre comemora gol do Atlético-PR contra o Palmeiras (Foto: Fernando Freire)Dellatorre comemora seu gol de calcanhar contra o Palmeiras (Foto: Fernando Freire)

Foi estabelecido no fechamento do primeiro turno do Brasileirão o maior público da competição até agora. No Maracanã, sábado, Flamengo e Grêmio se enfrentaram frente a 51.858 pagantes. Embora o Tricolor tenha sido superior e vencido por 1 a 0, mais uma vez os rubro-negros mostraram sua força e reafirmaram que é só o clube ajudar um pouquinho, para que as arquibancadas fiquem abarrotadas.

Dentro de campo, o Maraca foi palco no domingo de um jogaço no empate em 3 a 3 entre Fluminense e Cruzeiro. A partida contou com uma defesa impressionante do goleiro cruzeirense Fábio, que já tinha impedido no mesmo lance gol de Fred e conseguiu de forma inacreditável evitar gol de Conca no rebote. No mesmo jogo, Cícero voou e acertou uma solada no rosto de Samudio, cometendo pênalti.

No Morumbi, o São Paulo derrotou o Sport por 2 a 0 e duas jogadas acabaram no Pacotão da rodada #19. Uma delas, um lindo drible da vaca de Kaká, iniciando a jogada que resultou no segundo gol tricolor, marcado por Alexandre Pato. Mas o atacante são-paulino perdeu uma chance de gol inacreditável. Só vendo para crer.

Mas feio mesmo foi o micaço do árbitro Francisco Carlos do Nascimento, que marcou pênalti fora da área para o Coritiba aos 32 do 1º tempo no duelo contra o Bahia, mas desistiu de sua marcação alguns minutos depois, apontando falta fora da área ao ser alertado pelo quarto árbitro. O mesmo árbitro já havia passado por essa situação, na Série B de 2012, quando desmarcou um pênalti que havia assinado a favor do Joinville diante do Atlético-PR

COLOCAR O INFO CORRIGIDO!!!

Header golaço pacotão (Foto: Editoria de Arte)


Embora houvesse outros candidatos de peso, como o golaço de Marcelo Moreno de voleio para o Cruzeiro, Dellatorre ganhou fácil como o gol mais bonito da rodada pela raridade do lance. Gols de voleio até são vistos esporadicamente. Gols de calcanhar, também. Mas não da forma como o atacante do Furacão o fez: uma finalização de calcanhar completamente de costas para o gol, de fora da pequena área. O goleiro palmeirense ainda conseguiu dar um tapa na bola, mas a conclusão foi tão forte, que bateu na mão de Fábio e subiu para entrar no ângulo. Quantas vezes você tentou fazer isso nas suas peladas e não deu certo? Imagine na Série A do Brasileirão...

HEader Pacotão defesa (Foto: Editoria de Arte)


O que Dellatorre conseguiu com o calcanhar, o goleiro Fábio, do Cruzeiro, conseguiu com as mãos: deixar com sua agilidade gente boquiaberta em todo o estádio e na frente da TV. Primeiro, o cruzeirense caiu para a esquerda para espalmar finalização de Fred. A bola bateu na trave e foi para o outro lado, onde Conca chegava absolutamente sozinho. De dentro da pequena área, a um passo da linha, a bola ficou limpa para o pé bom do argentino. E, na corrida, ele acertou um chutaço. Mas Fábio pegou novamente. Daqueles lances que é preciso ver várias vezes para conseguir entender o que foi que aconteceu.

Header pacotão SARRAFO (Foto: Editoria de Arte)


Aqui, nem se trata de maldade. O cruzeirense Henrique conseguiu um lançamento primoroso da intermediária direita para a entrada de Samudio pela esquerda da grande área. Cícero correu, correu, se esticou todo para tentar interceptar a jogada, mas exagerou na dose: errou a bola e acertou a sola da chuteira no rosto do adversário. O modo como reagem os jogadores cruzeirenses evidencia a ausência de maldade. Pênalti para o Cruzeiro, bem marcado.

Header pacotão DRIBLE (Foto: Editoria de Arte)


Quem piscou, perdeu. Foi rápido: Ibson bateu escanteio da direita do ataque do Sport e Kaká cortou. A bola foi na direção do adversário, mas Kaká chegou primeiro e deu um desconcertante drible da vaca nele. Já estava ótimo, mas Kaká saiu tabelando em velocidade com Auro e soltou para Alexandre Pato. A sequência do lance coroou a disposição do meia são-paulino no início da jogada. Toloi, Souza, Pato e gol do São Paulo em um contra-ataque fulminante que nasceu com um drible fantástico de Kaká.

Header pacotão GOL MAIS PERDIDO (Foto: Editoria de Arte)


O que Alexandre Pato mostrou de brilhantismo para concluir o lance iniciado por Kaká no primeiro gol do São Paulo, teve de infelicidade ao receber um passe açucarado de Alan Kardec aos 45 minutos do primeiro tempo. Não tinha mais goleiro e um defensor pulou porque é profissional. Mas o pé de Pato pegou muito mal na bola, que foi longe. Ele olhou para os companheiros, que estavam todos com as mãos na cabeça, lamentando a chance perdida. Não havia muito mais o que fazer do que abaixar a cabeça e seguir em frente. Mas Alexandre Pato fez um gesto com a mão direita dando a entender que a bola havia quicado. Ao deixar o campo, foi duro: disse que quem cuida do gramado tem de ver, pois "tem muita gente que reclama". Culpa da grama, essa malvada.

Header pacotão MICO (Foto: Editoria de Arte)



Zé Eduardo é rápido, muito rápido, mas o árbitro Francisco Carlos do Nascimento falhou feio ao acreditar que o atacante do Coritiba já estava dentro da área ao levar um tranco por trás. É verdade também que o auxiliar Carlos Jorge Titara da Rocha devia tê-lo ajudado, só que não. O árbitro marcou pênalti em uma falta fora da área que deixou a defesa do Bahia inconformada. O goleiro Marcelo Lomba praticamente se recusou a ir para o gol. Acabou de dando bem: contestou por tempo suficiente para a arbitragem voltar atrás e apontar a falta. O árbitro consertou o erro, bom, mas ficou feio.

Header pacotão ERRO (Foto: Editoria de Arte)


A fase de Jadson como solidário está deixando os adversários tensos. Jogador que mais deu passes para companheiros finalizarem a gol no Brasileirão, o corintiano cobrou falta levantada para a entrada de Felipe, mas Rodrigo o atropelou, acabando com qualquer chance de finalização do corintiano. O árbitro Igor Junio Benevenuto, que estava próximo, nada marcou. Foi pênalti.


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