Um dos nomes mais questionados entre os rubro-negros é o de Rodrigo Caetano. O diretor executivo tem sido cobrado pela montagem do elenco, que definitivamente ficou aquém das expectativas (e do investimento realizado). O dirigente deu entrevista coletiva falando da atual situação do clube, inclusive sobre a chance de deixar a Gávea:

"Sentimento é de indignação e frustração ao mesmo tempo. Nós temos um grupo de atletas responsáveis. Não vemos nenhum deles tendo qualquer tipo de imagem exposta, desrespeitando o torcedor, muito pelo contrário. Nossa equipe fez bons jogos, mas fez muitos outros que estão abaixo. Esta oscilação nos preocupa muito, nossa campanha fora de casa é pífia. Natural que quando os resultados não saem avaliem os profissionais por isso. Não tive nenhuma conversa nesse sentido com as pessoas que estão acima de mim. Tenho compromisso com o Fla até o ano que vem. Tenho 15 anos na profissão e sempre cumpri meu contrato. Mas o clube tem direito de demitir", avaliou o profissional.

Outro ponto importante da entrevista diz respeito a Dario Conca. O meia argentino chegou ao Fla no início do ano com o objetivo de se recuperar em alguns meses para reforçar o time. Mas o atleta de 34 anos quase não entrou em campo e tornou-se uma das decepções rubro-negras em 2017:

"Conca veio com enorme expectativa. É um dos tantos que ao chegarem aqui foram ovacionados e vinha de lesão, sabíamos o risco do negócio, veio de duas cirurgias muito importantes. Só foi possível a vinda dele por que o Flamengo propôs a recuperação. Mas óbvio que frustra, esperávamos a recuperação mais rápida e que ele estivesse ajudando o Fla. Mas foi um ótimo negócio na época. Em condições normais, não conseguiríamos trazê-lo", analisou Caetano.