Rodrigo Mattos: “Acordo prevê que Fla atue maioria dos seus jogos no Maracanã até 2022”

Rodrigo Mattos: “Acordo prevê que Fla atue maioria dos seus jogos no Maracanã até 2022”

O novo acordo entre Flamengo e Odebrecht em negociação prevê que o time atue entre 20 e 25 partidas por ano no mínimo no Maracanã. Esse contrato beneficia o clube com descontos que reduzem os custos da arena, embora longe de deixarem o local barato. Os termos do acordo foram acertados nesta quarta-feira e agora dependem de aprovação do Conselho Deliberativo do clube para serem válidos.

O modelo central do acordo é que o Flamengo volte a ter como casa frequente o Maracanã até 2022. Para isso, em uma ponta, o clube garante sua presença em um número mínimo de partidas, e na outra obtém reduções nos custos operacional e de aluguel. Isso poderia implicar em uma economia de até 20%.

Para se ter ideia, na partida diante do Internacional, o Flamengo ficou apenas com R$ 187 mil da receita do jogo que totalizou R$ 1,415 milhão, com um público de 55 mil pessoas. Ou seja, o custo do estádio ficou em R$ 1,2 milhão, como no caso da partida contra o América.

Pelos termos do acordo, o Flamengo passa a negociar diretamente com fornecedores como empresa de segurança, tendo um pacote de jogos para apresentar. A expectativa é de que isso gere 30% de redução no item custo operacional, o mais caro, que consome R$ 450 mil do borderô

Além disso, o aluguel pago à Odebrecht ficaria entre R$ 120 mil e R$ 700 mil dependendo da renda. Assim, seria menor do que o patamar atual que começa em R$ 150 mil e cresce de acordo com a renda. Para isso, está previsto um acordo com a empresa Esporte.com. Essa empresa cobre parte do aluguel em troca de poder explorar propriedades de marketing como placas acima do campo e placares.

Em troca, o Flamengo se compromete a jogar entre 20 e 25 partidas por ano no Maracanã no mínimo. Não foi possível obter o número exato. Em uma temporada que costuma ter cerca de 70 jogos, o clube atuará portanto a maior parte de suas partidas em casa no estádio.

O novo contrato tem aval do governo do Estado do Rio de Janeiro. Assim, se houver uma licitação do estádio, o acordo continuaria a ser válido para o concessionário seguinte que vencesse a concorrência. Isso se o Flamengo não fizer parte do grupo que participar da licitação, ainda sem data.

Fato é: feitos todos os descontos, o Flamengo vai ter um Maracanã mais barato, mas longe de ser um estádio rentável. Em arenas mais viáveis, a renda líquida fica em torno de dois terços (66%) da arrecadação bruta, o que envolve também ingressos mais caros e renda maior. No último domingo, ficou com apenas 13% do total da renda, percentual que pode crescer.

Um outro ponto é saber como fica o aproveitamento da Ilha do Urubu, estádio na Ilha do Governador no qual o Flamengo gastou quase R$ 20 milhões em instalações provisórias. Ao ”SporTV”, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, não descartou seguir usando o estádio se forem resolvidos problemas que o travam atualmente ou levar as instalações para a Gávea, em teste para uma futura arena.

Reprodução: UOL Esportes