Sem relaxar, Flamengo recebe Campo Mourão, que tem cestinha do NBB

Sem relaxar, Flamengo recebe Campo Mourão, que tem cestinha do NBB

Diante do forte time do Mogi das Cruzes na noite desta terça-feira no Tijuca Tênis Clube, o elenco do Flamengo contou com os retornos do armador Ricardo Fischer, que ficou um mês fora por conta de edema na musculatura posterior da coxa direita, e do ala-armador Marcelinho, que tinha uma lesão no tornozelo. Ambos ajudaram o Rubro-Negro, sendo que o primeiro fez nove pontos e quatro assistências, e o segundo, seis pontos. Com pouquíssimo tempo de diferença para o próximo embate pelo Novo Basquete Brasil, que acontece nesta quinta, às 20h (de Brasília) no mesmo ginásio, a equipe comandada por José Neto quer agora dar sequência à evolução gradual no campeonato. O rival é o Campo Mourão, que tem como principal arma o cestinha do NBB, o ala-armador Betinho.

Atualmente na segunda colocação, mas com os mesmos 73,7% de aproveitamento que o líder Brasília (19 vitórias, 14 vitórias e cinco vitórias), o Rubro-Negro pretende engatar uma sequência de triunfos e chegar embalado na fase de playoffs, levando em consideração que agora tem somente um desfalque em seu elenco - o ala-armador Humberto ainda se recupera de uma lesão no pé. Além disso, os comandados de José Neto contarão novamente com o apoio da torcida no Tijuca Tênis Clube, casa da equipe da Gávea no NBB.

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- A tendência é melhorar mais. Se você pegar todos os times do campeonato, talvez o time que mais tenha potencial para evoluir nesse segundo turno até o playoff é o nosso. Se você pega todas as situações que passamos no primeiro turno, lesões, falta de jogador e tal... então eu acredito muito nisso - relatou Marcelinho Machado, que estará à disposição do comandante José Neto mais uma vez.

O treinador do Flamengo mantém a cautela sobre o fato de ter quase 100% de seus jogadores à disposição. Ele lembrou que, apesar de estarem de volta, Marcelinho Machado e Ricardo Fischer provavelmente sentiram o alto ritmo do confronto diante do Mogi das Cruzes nesta terça-feira. Ambos treinaram com o restante do elenco na quarta e serão relacionados, mas José Neto sabe que ainda não estarão com seu mais alto potencial de desempenho devido ao tempo de inatividade.

- A gente teve praticamente um treino só, um treino muito tático, onde eles não dá para fazer ritmo de jogo, então ainda não vai ser o ideal para eles. Como eles jogaram em intensidade alta e estavam parados há um tempo, pode ser que sintam até. Acredito que mais para frente estarão adaptados - falou.


O Campo Mourão está na sétima colocação com 57,9% (19 vitórias, 11 empates e oito derrotas), exatamente o mesmo desempenho do maior rival do Rubro-Negro, o Vasco da Gama. Teoricamente, parece um equipe mais modesta que a do Mogi das Cruzes, mas José Neto crê que a posição na tabela não quer dizer nada. Afinal, os paranaenses têm o cestinha do Novo Basquete Brasil, Betinho, que tem média de 20,38 pontos por embate, e venceram alguns dos times que estão na ponta, como Brasília e Vitória.

- Contra a equipe de Campo Mourão, acho que o primeiro erro que podemos cometer contra eles é entrar pensando exatamente dessa forma. "Jogamos com o Mogi, agora vamos jogar com o Campo Mourão, então estamos relaxados". Temos que pensar que o Campo Mourão é a equipe que mais venceu fora de casa contra as grandes equipes que estavam acima deles. Se pensarmos dessa forma, talvez tenhamos mais chance - concluiu José Neto.