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Será mesmo que estamos rachados?

Fla 2x0 Friburguense

Ao que parece o grande estopim da saída do hoje ex VP de Marketing Luiz Eduardo Baptista o Bap, foi mesmo  sua divergência com o Presidente Bandeira em relação a um acordo com a FERJ, em entrevista a ESPNBRASIL, o  mentor da Chapa Azul deixou isso bem claro. " Você fazer acordo com quem não tem os mesmos objetivos que você é ficar no zero. Eu não acredito na FERJ. Não acredito no modelo, que é falido . Os números estão dizendo" afirmou o Bap.
Na entrevista afirmou também,  que vai participar do processo eleitoral do clube em dezembro, e que já tem mantido contatos  com associados visando o pleito . Chegou a citar nomes da atual diretoria que poderiam fazer parte de uma nova chapa, sem nenhuma cerimônia declinou os nomes de Walim Vasconcelos, Rodolfo Landim, Gustavo Oliveira e Rodrigo Tostes. Por onde andam os bombeiros desta situação, será que não poderá haver uma reconciliação. O  que pior poderia acontecer neste momento é um racha definitivo, as raposas felpudas da oposição oportunista e deletéria estão na espreita para darem o bote final, o que seria um retrocesso sem precedentes na história rubro-negra. 

 

 

Fla 2x0 Friburguense

Ganhamos com sobras do modesto Friburguense, porém levamos duas bolas  na trave do fraco time da região serrana do Rio de Janeiro, além de algumas jogadas perigosas. O Marcelo Cirino foi indiscutivelmente o nosso melhor jogador, além dos dois gols, foi o nosso atleta mais incisivo e lúcido deste jogo. No segundo tempo, o time rubro-negro resolveu administrar o jogo, a partir daí não criamos grandes chances, e o jogo se arrastou sem maiores consequências até o seu final. 

 

 

E a força do Futebol Carioca?

O VP de Futebol do Fluminense Mário Bittencourt, deu uma declaração esta semana que não venderia nunca o Conca para o Flamengo. Durante décadas, vimos a mídia criticar uma atitude com essa, diziam os doutos midiáticos que o importante era o fortalecimento do futebol do Rio de Janeiro. Contudo diante das declarações do dirigente tricolete, não vimos nenhuma reação desta mídia, nenhuma crítica a esta atitude que ajudou a enfraquecer mais o combalido e pessimamente organizado Futebol Carioca.

 

 

Histórias Rubro-Negras

Diz a supertição que não se deve comemorar um aniversário antes da data, e sim no dia, ou mesmo  depois . Um aniversariante do nível de um  ZICO merece todas as homenagens, uma semana ou até mais é pouco para referencia-lo. Assim sendo, vamos reproduzir um texto do falecido jornalista botafoguense Armando Nogueira por ocasião da despedida de ZICO do Flamengo no início do ano de 1990. 
 
A ÚLTIMA NOITE.
 
"Maracanã, enfeita de bandeiras tuas arquibancadas que hoje é dia de festa no futebol. Encomenda um céu repleto de estrelas. Convida a lua ( de preferência, a lua cheia ). Veste roupa de domingo nos teus gandulas. Põe pilha nova no radinho do geraldino. E, por favor, não esquece de regar a grama ( de preferência, com água de cheiro ). 
Avisa a multidão que ninguém pode faltar. É despedida do ZICO e estou sabendo, de fonte limpa, que, hoje à noite, ele vai repartir conosco a bela coleção de gols que fez nos seus vinte anos de Maracanã. Eu até já escolhi o meu: quero aquela obra-prima, o segundo gol do Brasil contra o Paraguai nas Eliminatórias do Mundial de 1986. Lembro-me como se fosse hoje, ZICO recebe de Leandro um passe de meia distância já na linha média dos paraguaios. Um efeito imprevisto retarda a bola uma fração de segundo. ZICO vai passar batido - pensei. Pois sim. Sem mais leve hesitação, sem sequer baixar os olhos, ele cata a bola lá atrás com o peito de pé, dá dois passos e, na mesma cadência, acerta o canto esquerdo do goleiro paraguaio. 
Passei uma semana vendo e revendo no teipe aquele instante mágico de um corpo em harmonioso movimento com tempo e com espaço. E a bola, coladinha no pé, parecia amarrada no cadarço da chuteira.
Um gol de enciclopédia.
Celebremos, querido torcedor, a última noite do maior artilheiro do Maracanã. Será uma despedida de apertar o coração. Se te der vontade de chorar, chora. Chora sem procurar esconder a pureza da tua emoção. Basta uma lágrima de amor para imortalizar o futebol de um supercraque.
Cantemos, Maracanã, teu filho ilustre, relembramos em comunhão os dribles mais vistosos, os passes mais ditosos, os gols mais iluminados desse fidalgo dos estádios que tem uma vida cheia de multidões. 
Louvemos o poeta ZICO que jogava futebol como se fosse uma rosa entreaberta a seus pés."

SRN 


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