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Técnico de volante, "portunhol" e ensaios: Flamengo à moda Luxa

Trabalho tático na tarde desta quinta-feira prepara o time para o confronto com a Chapecoense, domingo, em Chapecó, com exigência física e cobranças, principalmente, a Muralha

Luxemburgo Mugni treino Flamengo (Foto: Thales Soares)Luxemburgo orienta Mugni (Foto: Thales Soares)

O técnico Vanderlei Luxemburgo não fez mistério com relação ao time que vai enfrentar a Chapecoense, domingo, em Chapecó, pelo Campeonato Brasileiro. No entanto, fez questão de preparar jogadas ensaiadas e organizar a marcação para o confronto, que pode tirar o Flamengo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

No trabalho tático realizado na tarde desta quinta-feira, no Ninho do Urubu, o treinador até se escalou como volante no time reserva em um determinado momento. O intuito era mostrar como os titulares deveriam se posicionar defensivamente. 

Para orientar os argentinos Canteros e Lucas Mugni, que serão titulares, Vanderlei tentou facilitar o trabalho deles apelando para o "portunhol". Procurou se fazer entender e familiarizar os jogadores com o que pretendia apresentar em campo.

A todo momento, Vanderlei parou a atividade para organizar o time. Deu broncas, principalmente em Muralha, para que acertasse o posicionamento e evitasse buracos defensivos. O jogador vai substituir Cáceres, que foi expulso no clássico com o Botafogo.

- Não adianta fazer sinalzinho. Tem que fazer - gritou Luxemburgo.

Luxemburgo Treino Flamengo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Cáceres, segundo da esquerda para a direita, Mugni (quarto) e Canteros (quinto) ouvem orientações em "portunhol" (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)



O treinador ensaiou jogadas de cobranças de falta, com muitas variações. Também trabalhou o posicionamento defensivo, instruindo o goleiro Paulo Victor até na armação da barreira.

Nos 15 minutos finais, Vanderlei soltou o treinamento coletivo, com Deivid como árbitro. Manifestou-se várias vezes e mostrou sua exigência física, sem aceitar exageros quando algum jogador sofria alguma pancada. Com Negueba, sequer permitiu o atendimento em campo depois de uma pancada no pé direito. O jogador sequer havia caído no campo. 

- Jorginho (massagista) sai daí. Deixa ele - gritou Vanderlei, evitando o atendimento.

Eduardo da Silva levou uma pancada no calcanhar do pé direito e também foi ao chão. Jorginho ficou à beira do campo à espera da liberação de Vanderlei. Alguns segundos se passaram, e o treinador permitiu. Depois de jogar água no local e deixar o gramado, o massagista ouviu:

- Viu? Jogou a água milagrosa e ficou bom - disse o treinador.

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