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Titulares ou reservas: quem decide os jogos do Flamengo?

Vez ou outra vemos partidas de futebol que mudam completamente de rumo após uma substituição. E os motivos que levam um treinador a fazer tais modificações são dos mais variados. Mudança de esquema tático, retirada de um atleta que está em um mal dia, cansaço físico ou até superstição. Muitas vezes, essas substituições tem efeito extremamente positivo, e os que entram para jogar apenas alguns minutos podem se tornar até heróis.

Mas e quando essa situação se torna recorrente? Indicaria que o técnico escala o time titular de maneira errada? Que ele quer “corrigir” o time no segundo tempo para ser posteriormente vangloriado por ter mudado a história do jogo? Ou seria apenas a constatação de que certos jogadores são “jogadores de segundo tempo”?

Pois no Flamengo isso vem acontecendo com frequência. Nas últimas três partidas, o resultado final foi modificado por gols de Damião, Mancuello e Fernandinho (duas vezes), todos saindo do banco de reservas. Empates se tornaram vitórias. Desclassificações se tornaram classificações heróicas.

No primeiro jogo desta sequência, fora de casa contra a Chapecoense, vimos um Flamengo com pouco volume de jogo na etapa inicial. Empatando em 1 a 1, o Mais Querido ia se complicando. Até que a dupla Damião e Mancuello entra em campo e define, com um gol cada, a vitória rubro-negra.

No jogo seguinte, válido pela Sul-americana, foi a vez do criticado Fernandinho entrar para resolver. O que ninguém imaginara, aconteceu. Um dos jogadores mais criticados do elenco virou herói ao anotar o gol que selou a nossa classificação.

Contra a Ponte Preta, vimos mais uma vez a partida ser resolvida por um jogador que entrou no segundo tempo. E novamente Fernandinho. O jogador mais iluminado/criticado do elenco converteu o gol que nos deu mais 3 pontos no Brasileirão.

Diante destes fatos, não resta dúvida que Flamengo montou um ótimo elenco para a temporada 2016. Com muitas opções, o recheado plantel rubro-negro permite ao técnico aplicar diversas variações táticas. Entretanto, poderíamos também afirmar que tais fatos evidenciam um equivoco na escolha dos 11 titulares? Ou ainda que estes jogadores que entram e resolvem merecem mais oportunidades iniciando as partidas?

Há casos e casos. Veja.

Fernandinho é um jogador de baixo nível técnico, mas que fez gols importantes nos últimos jogos. É nítido que “pequeno Fernando” não goza da mesma capacidade técnica que a maioria de seus companheiros. Há de ser reconhecida a importância de seus gols, porém não o colocaria como candidato a vaga de titular. Afinal, quantos dribles, passes e chutes a gol ele acertou antes de virar o nosso novo “herói”?

Já Mancuello, sempre que acionado, responde de forma muito positiva. Vê-se claramente a dose de qualidade que o meia agrega ao time quando está em campo. Ataca e defende com muita competência. Tem bom passe e boa visão de jogo. O argentino mais simpático do Brasil vem em um ótimo momento e merece sim, mais chances no time titular.

A análise jamais deve ser feita se baseando apenas em resultados. Seja do time ou dos jogadores. Não é um gol ou uma jogada isolada que define um jogador. E não é uma vitória ou uma derrota que define se o time jogou ou não bem. Tem que se avaliar todo o contexto para evitarmos análises precipitadas.

A máxima diz que em time que está ganhando não se mexe. Porém, há de se pensar. Qual time está ganhando: o titular ou o do segundo tempo?

Curtinhas pré e pós-jogo

Flamengo 2 x 1 Ponte Preta – Jogo em que o Flamengo, mesmo sem jogar bem, conseguiu vencer. Fernandinho, saindo do banco, fez mais uma vez o gol da vitória. Herói? Talismã? Menos, bem menos.

Vitória x Flamengo – Time que quer ser campeão não pode perder pontos para times que brigam contra o rebaixamento. Atento para os jogadores que jogam essa partida pendurados. O principal deles, Jorge. Se levar o terceiro cartão, não joga contra o Palmeiras. Que os deuses do futebol não permitam que o Flamengo jogue essa “final” entre líder e vice-líder com Chiquinho de lateral-esquerdo.

Bruno Petrocelli

@brunopet365

Fonte: http://colunadoflamengo.com/2016/09/titulares-ou-reservas-quem-decide-os-jogos-do-flamengo/

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