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Títulos, trabalho e DNA Rubro-Negro: Leo Inácio e a base do Flamengo

Site Oficial conversou com o ex-jogador e coordenador da equipe sub-20 do clube

Craque o Flamengo faz em casa. Mais do que isso, a base rubro-negra tem em seu DNA profissionais que vão além da preparação técnica, física ou tática. É o caso de Leo Inácio, coordenador técnico da equipe sub-20 do Mengão. Formado no clube, colecionador de títulos, o ex-jogador, que atuava no meio-campo, chegou ao Mais Querido com sete anos de idade – e se foi sair aos 24. Foi tricampeão Carioca, campeão da Copa Mercosul e marcou o nome da história do clube. Agora, em função extra-campo, Leo conta ao site oficial detalhes do trabalho, a amizade com o técnico Zé Ricardo e passagens importantes do passado recente.

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Explique sua nova função no clube.

Desde que voltei para o clube, minha função é a de coordenador técnico da equipe sub-20. Já estou há quase três anos desempenhando este papel, juntamente com a comissão técnica, de preparar os atletas para que eles cheguem da melhor maneira possível ao elenco profissional.

Como é a metodologia de trabalho?

Nós temos uma metodologia longitudinal respeitando o conteúdo formativo por faixas etárias dando ênfase aos princípios abordados no modelo técnico. E o modelo técnico nós dividimos em três módulos:

-Módulo Inicial
-Módulo Formativo
-Consolidação do Atleta

Usamos o DNA do Flamengo nesse trabalho, priorizando sempre atletas de bom nível técnico e cognitivo, para que nossa metodologia de trabalho seja assimilada da melhor maneira possível.

A experiência como jogador para coordenar a equipe sub-20

Como ex-jogador, você chega a essa função com experiência e vivência de campo, mas não adianta achar que é algo que aconteça de uma hora para a outra. Que, logo após encerrar a carreira, o ex-atleta já poderá exercer uma outra função sem a necessidade de adquirir conhecimento teórico. Tive a oportunidade de fazer muitos cursos, principalmente na área de gestão, e isso me ajuda muito. O fato de já ter sido profissional e um ex-atleta do clube me ajuda em termos de vestiário, de saber como pensam os atletas, mas apenas isso não me condicionaria a fazer um bom trabalho. O futebol é muito dinâmico, por isso busco sempre me aprimorar e buscar mais informações sempre.

Fale sobre o título da Copa Mercosul em 1999

Nós tínhamos uma boa equipe, com muitos atletas que vieram da base. O Palmeiras tinha aquele time fortíssimo, no entanto, nosso grupo também tinha muita qualidade, senão não teríamos chegado até ali. Inclusive, durante a competição, tivemos alguns problemas no elenco, mas a equipe se superou muito. Não éramos cotados como um dos favoritos a vencê-la devido à qualidade dos adversários, além de ainda estarmos na disputa pelo Campeonato Brasileiro. Tivemos muitos jogos complicados, como a partida contra o Olímpia, do Paraguai, e contra o Peñarol, que teve toda aquela pancadaria no segundo jogo, em Montevidéu. Na final, contra o Palmeiras, fizemos dois jogaços, que terminaram 4 a 3 na primeira partida e 3 a 3 na segunda. Eu tinha apenas 22 anos na época. Aquele foi um título importantíssimo para a minha carreira e para o clube.

Fale um pouco da geração 2000 do Flamengo

Eu fico menos próximo dessa garotada por ser o departamento do Kadu, mas nesse segundo semestre eu já tenho os acompanhado mais e comparecido mais aos jogos, pois, em breve, eles estarão comigo no sub-20. Pelo que pude acompanhar nos jogos, essa é uma geração excelente. Uma safra que pode render bons frutos ao clube, principalmente na parte técnica. No entanto, falamos de atletas com seus 16, 17 anos. Precisamos ter calma ao falar deles. Sabemos que as transições de categoria são complicadas, com uns amadurecendo mais rápido do que outros. Precisamos ter paciência e tranquilidade para não perdermos atletas de bom nível no meio do caminho. Esse não é um trabalho que deve ser feito apenas pelo clube, dependendo também da família, amigos e do mundo externo em geral. Em nosso ambiente, faremos tudo para que nossos atletas possam dar o retorno ao clube.

Conquista da Copa São Paulo de Juniores 2016

Essa Copinha teve um gosto muito especial. Foi difícil cair a ficha no dia, principalmente por termos vencido o Corinthians no Pacaembu lotado. No ano anterior, ficou um gosto amargo para mim e para o Zé Ricardo, pois tínhamos uma equipe excelente tecnicamente, mas saímos nas oitavas de final da competição. Para 2016, sabíamos que talvez não tivéssemos um time tão bom na parte técnica como o de 2015, apesar de também ter grande qualidade, mas o que sobressaía era a competitividade desses atletas. O time foi crescendo durante o torneio. Um jogo que podemos considerar um divisor de águas foi contra o São Paulo, nas quartas-de-final. Se os vencêssemos, sabíamos que chegaríamos fortes na próxima fase. Os garotos fizeram uma partida exemplar em todos os aspectos, cumprindo tudo o que o Zé Ricardo tinha pedido. A partir daí a confiança deles aumentou demais para a semifinal. Na final, diante do Pacaembu lotado, sabíamos que seria uma partida difícil. Fizemos um jogo muito bom, mas eles também tinham grande qualidade e abriram dois a zero no primeiro tempo. Voltamos forte para o segundo e conseguimos marcar logo no início e buscar o empate. Os garotos praticaram muito cobranças de pênaltis durante os treinamentos e, no fim, saímos campeões. É uma conquista que vai ficar no meu coração por muito tempo.

Convivência e amizade com Zé Ricardo

Eu sou até um pouco suspeito para falar do Zé, porque, além de termos trabalhado juntos no sub-20, ele é meu amigo pessoal. É um cara extremamente educado e inteligente, que estuda muito o futebol. Sereno para tomar as decisões, o que é muito importante na função que ele exerce, tanto agora no profissional quanto nas categorias de base. Além de tudo, ele é um professor, algo que contribui muito no momento de passar as informações aos atletas. A qualidade do trabalho dele é indiscutível. Para mim, os bons resultados dele na equipe profissional não são nenhuma surpresa. É um profissional que está preparado para esse trabalho e que tem tudo para dar muitas alegrias ao clube.


Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/24140/titulos-trabalho-e-dna-rubro-negro-leo-inacio-e-a-base-do-flamengo

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