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Tudo o que Rafinha viveu depois do seu dia de Neymar no Flamengo

Ele entortou Dedé, foi exaltado pela torcida, teve multa de R$ 130 milhões; hoje, quatro anos depois, está na Tailândia e dá dica para o "novo fenômeno" Vinicius Jr

flameng - Tudo o que Rafinha viveu depois do seu dia de Neymar no Flamengo

Nascido no dia da mentira, em 1993, Rafinha foi realidade rubro-negra no estadual de 2013. Talentoso, porém franzino e de pernas curtas, o maranhense de Porto Franco, localizada a mais de dois mil quilômetros do Rio, não explodiu na Gávea após início animador.

Mas teve seu dia Neymar em 31 de janeiro de 2013. 

Contra o Vasco de Dedé, que naquela noite completava 150 partidas pelo cruz-maltino, deitou e rolou. Participou dos quatro gols, com grande jogada no terceiro e fazendo fila no quarto, marcado pelo próprio (veja abaixo).


Protagonista da vitória por 4 a 2 sobre o arquirrival, voltou a brilhar com duas assistências e um golaço seis dias depois, nos 4 a 0 sobre o Friburguense. Empolgados, os rubro-negros presentes ao Moacyrzão, em Macaé, o pediram na Seleção e cantaram "Ah, Rafinha é melhor que o Neymar". (veja em vídeo abaixo).

Renovou contrato, ganhou aumento e sua multa para o exterior foi estipulada em R$ 130 milhões. Hoje, aos 23 anos, Rafinha está no Thai Honda, da Tailândia, e seu contrato com o Flamengo vence em janeiro de 2018. Ajudou seu time a ser campeão da Série B local com sete gols em 13 jogos - chegou no returno e foi vice-artilheiro da equipe. 

Depois de passar por Bahia, Atlético-GO, Daejeon Citzen (da Coreia do Sul) e Metropolitano-SC, o atacante viu sua vida mudar de rumo completamente. 

E aqui está tudo o que Rafinha viveu depois do seu dia de Neymar no Flamengo

O que aquele Flamengo x Vasco mudou na sua vida? 

Um clássico né, um dos maiores do Brasil, rivalidade ao extremo, não poderia ter sido diferente. Saiu meu primeiro gol como profissional, foi muito especial. Desde aquele jogo muita coisa mudou, pessoas começaram a me tratar diferente. O mundo é desse jeito: você vale o que tem, o que você faz, e o Flamengo abriu muitas portas para mim. Hoje, o que tenho devo a esse clube que amo de coração. A torcida empolgada já lançou músicas (veja abaixo a torcida cantando) e tudo mais, mas nunca entrei na onda de querer ser melhor que alguém, isso fica para torcida. Eles fazem a festa, e eu sou grato por todas as vezes que entrei em campo e ouvi a nação.  


E como foi o duelo com o 'mito' vascaíno Dedé?

Aquele gol lá, se fosse outro jogador, não teria a proporção que teve. Fiquei muito feliz pelo gol, o Dedé é um grande jogador, craque.

Você não explodiu como a torcida esperava e foi emprestado para diversos times. Bahia, Atlético-GO, Metropolitano, Daejeon da Coreia e agora o Thai Honda, da Tailândia...

As pessoas esperam muito de um jogador novo, muitas vezes o sucesso não é ser artilheiro, conquistar o mundo. Vejo por outro lado: ganhei meu maior troféu em 2014 que foi minha filha Manuela (tem 2 anos e 7 meses), tenho minha família, o resto é consequência. Aqui (na Tailândia) é muito diferente, todo dia é uma novidade. A alimentação é normal, algumas com bastante pimenta (risos). Aqui eles falam inglês também, estou aprendendo devagar.

Que conselho você daria para o Vinícius Junior, garoto de 16 anos que está estourando na base do Flamengo e também já comparam com Neymar?

Tem que aproveitar o máximo possível esse clube, e se dedicar sempre. Desejo boa sorte.  

Você pensou em algum momento que viraria o Neymar, o sucesso chegou a subir à cabeça?

Não, nunca passou pela minha cabeça, cada um com sua história.

Você completa 24 anos em 1º de abril, o que espera do futuro (contrato com Flamengo acaba em janeiro)? 

Projeto fazer uma ótima temporada em 2017. Sobre o Flamengo, o futuro pertence a Deus, a porta que Ele abre ninguém fecha, a porta que Ele fecha ninguém abre. Vou viver o presente, tive propostas do Brasil, mas o Thai Honda fez muito esforço para me manter no clube, a Ásia é um mercado que cresce bastante.

Algumas manchetes do GloboEsporte.com que envolveram Rafinha



Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2017/02/tudo-o-que-rafinha-viveu-depois-do-seu-dia-de-neymar-no-flamengo.html

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