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UMA NAÇÃO UNIDA PELO RÁDIO

Quantos gols ouvimos pelo radinho

 

Em meio a tantos assuntos que nortearam o Flamengo durante esta semana e ao clássico que teremos no domingo, abri uma exceção nesta coluna para poder falar e homenagear um veículo que acompanha o Flamengo desde os remotos tempos e que ajudaram o nome Flamengo ecoar pelos mais distantes lugares deste país, o rádio.

Hoje 25 de setembro é comemorado o dia do rádio, eu quando criança e sem as transmissões na TV aberta e nem por assinatura existia ainda, era com o ouvido colado no rádio que imaginávamos as jogadas dos nossos craques e ídolos.

Me lembro de ter ganho de um amigo vascaíno do meu pai, um LP com toda a campanha do campeonato brasileiro de 80, a Libertadores de 81 e o nosso mundial. Ficava sempre ouvindo aquele disco e nas vozes de Valdir Amaral, Jorge Curi, Mario Vianna (gol legal) crescia ainda mais o sentimento rubro-negro naquele garoto de 6 anos de idade.

Era através do rádio que ficávamos sabendo das escalações, contratações e informações que hoje temos a facilidade de encontrar nas redes sociais por aí, toda a noite após o jantar era colar o ouvido no rádio e ouvir o panorama esportivo, turma da maré mansa e outros programas que me acompanharam durante a infância.

A força do rádio na vida do Flamengo é tanta que através da Tupi, Globo, Nacional os gols de Zizinho, Dida, Doval, Fio, Silva, Zico e Cia chegaram no sertão nordestino, nas pradarias do sul, no cerrado do centro-oeste e nos confins da Floresta Amazônica. O rádio contribuiu para o crescimento e fortalecimento desta Nação chamada Flamengo.

Como exemplo na cidade de Russas, no interior do Ceará existe um programa exclusivo sobre o Flamengo em uma Rádio AM. O Papo Rubro-Negro, comandado por Ricardo Torres, vai ao ar todos os sábados das 11 as 12h, transmitido pela Rádio Progresso 1.140 khz AM.

Um detalhe, fiquei sabendo desta história através de uma matéria feita pela Thayna Torres que escreve para o site Mundo Rubro-Negro lá do interior Pará, ou seja, lá da floresta amazônica.

E para encerrar peço que todos aqueles que frequentam nosso espaço relate a sua história de torcedor ligada com o rádio, um jogo, uma situação ou uma narração que os tenha marcado. Na minha lembrança infantil sempre vai ecoar aquela narração ZIIIIIIICO, CAMISA NÚMERO 10!!!!

Fica também a minha singela homenagem ao ator, dublador e que também fez muito pelo rádio Alberto Perez, pai do meu grande amigo Ricardo Perez.

 

SRN!!! 

 


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