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Único remanescente, Marcelinho tenta reeditar Tríplice Coroa de 08/09

Presente nas conquistas de Estadual, Nacional e Liga Sul-Americana de cinco anos atrás, ala ressalta qualidade comum dos dois times: "O compromisso da vitória"

O Flamengo entra em quadra na manhã do próximo sábado, contra o Paulistano, buscando igualar o feito do Brasília, maior vencedor da história do NBB, com três títulos. Mais do que isso, tenta fechar com chave de ouro o melhor ano da modalidade no clube em todos os tempos. Após vencer o Estadual e a inédita Liga das Américas, a conquista do Brasileiro faria com que o atual elenco repetisse a tríplice coroa obtida na temporada 08/09, quando os rubro-negros levantaram os canecos estadual, nacional e da Liga Sul-Americana (segundo torneio mais importante do continente). 

Basquete - Flamengo x Mogi - Jogo 4 semifinal NBB (Foto: Cleomar Macedo)Marcelinho pode repetir feito da temporada 08/09 e conquistar sua segunda tríplice coroa pelo Fla (Foto: Cleomar Macedo)


Único remanescente entre os atletas daquela equipe, que contava com Duda, Hélio, Fred, Fernando Mineiro, entre outros, Marcelinho prefere não comparar a qualidade técnica de cada plantel, mas aponta uma semelhança específica entre eles como de fundamental importância para o sucesso do Rubro-Negro em ambas as ocasiões.

- Não gosto muito de comparar, mas os dois (times) têm o compromisso da vitória. Aquele time, assim como esse, superava situações adversas e jogava sempre para vencer. Isso ficava e fica muito claro no que chamamos de olho no olho, quando entramos em quadra e, só de olhar no olho do cara, você vê que ele vai fazer de tudo para ganhar. São times que jogam de maneira diferente, mas com objetivo em comum - avaliou o ala.

O pontapé inicial da trajetória vitoriosa, que gerou o título da primeira edição do NBB, foi dado no ano anterior com o troféu do Brasileiro. De acordo com o maior cestinha da história do NBB, jogar em um clube como o Flamengo cria nos atletas uma espécie de gana extra em querer vencer.

- Acho que, acima de tudo, entra uma coisa que é do clube, de jogar no Flamengo. Você tem esta identidade de buscar a vitória, se cobra por isso, não que nos outros clubes não tenha, mas no Flamengo isso fica mais latente - disse o camisa 4, que escolheu o duelo decisivo da Liga Sul-Americana com o Quimsa, na Argentina, como o torneio mais difícil de ser conquistado naquela temporada.

- Talvez pelo fato de ganhar na Argentina tenha sido o mais difícil - completou.

Experiente, aos 38 anos, sendo sete deles dentro da Gávea, Marcelinho sabe que uma derrota no sábado para o Paulistano, dentro da Arena da Barra, representaria uma enorme ducha de água fria em uma equipe que vem recebendo, cada vez mais, um investimento maior.

- É uma temporada muito boa, mas não adianta chegar na final e perder. Temos mais um passo para dar, e toda esta campanha, além de nos qualificar para o titulo, nos dá tranquilidade para poder jogar esta partida - declarou.

montagem helio e marcelinho, flamengo, nbb (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)Ao lado do armador Hélio, Marcelinho conquistou três títulos na temporada 08/09
(Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)


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fisioterapeuta lembra falta de aparelhos

Não foi só dentro de quadra que o Flamengo teve um investimento maior ao longo do tempo. Fora dela, a estrutura para o elenco é outra comparada à que era vista temporadas atrás. No clube há nove anos, o fisioterapeuta Ricardo Machado revela que, quando chegou à Gávea, sequer havia equipamento e uma sala específica para a recuperação de atletas.

- Quando eu cheguei aqui, o Flamengo havia sido remontado, depois de uma temporada sem time. Não tinha sala, equipamento e nem material para trabalhar. Conversei com o André Guimarães (supervisor), com quem já havia jogado junto, estava me formando, e disse que eu tinha maca e aparelhos e que só precisava de uma "salinha". Acabei ficando numa (aponta para o local acima da quadra) que era para imprensar números e utilizada pelo Mineiro (roupeiro). Nós dividimos o local e, devagarzinho, foi crescendo. Aos poucos, fomos crescendo até chegar no ponto que estamos hoje - contou.

Jerome Meyinsse flamengo basquete tratamento lesão (Foto: Ricardo Machado/Divulgação)Meyinsse faz tratamento na sala de fisioterapia, algo que não existia há alguns anos
(Foto: Ricardo Machado/Divulgação)

Hoje, o irmão menos conhecido de Marcelinho e Duda conta com um auxiliar de fisioterapia, equipamentos mais modernos e um médico exclusivo para os casos mais urgentes.

- Na época, quando precisava, a gente ia em um médico. Desde 2010, nós temos o Cláudio Cardone, que é um cara espetacular, de 25 a 30 anos de experiência e que nos ajuda na parte de prevenção de lesões, junto conosco - falou.

Rubro-negro de coração e apaixonado por basquete, Ricardo costuma ser um dos mais agitados no banco de reservas do Flamengo durante as partidas. Segundo ele, o crescimento do esporte no clube já pode ser visto pela quantidade de fãs que acompanham o dia a dia da modalidade. 

- É nítido ver como o Flamengo absorveu o basquete. Antes, o basquete era uma válvula de escape do futebol. Hoje em dia, chegamos nos lugares e temos um público nosso. Criamos um público que gosta de basquete. Esta estruturação de fora para dentro foi a maior vitória que tivemos - concluiu.

A decisão entre Flamengo e Paulistano promete lotar a Arena da Barra. O GloboEsporte.com acompanha a finalíssima em Tempo Real, com pré-jogo a partir das 9h. A TV Globo transmite ao vivo, às 10h10.

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