Vandalismo de torcedores constrange o Flamengo: 'Caso de polícia', diz vice

Vandalismo de torcedores constrange o Flamengo: 'Caso de polícia', diz vice

O vandalismo de torcedores rubro-negros na porta do hotel da delegação do Independiente, na Barra da Tijuca, na noite da última terça-feira, causou constrangimento ao Flamengo. O vice-presidente geral do clube, Maurício Gomes de Mattos, que defendeu o veto ao treino do time argentino no Maracanã, criticou o clima de guerra instalado no Rio nesta quarta-feira, quando Flamengo e Independiente decidem o título da Copa Sul-Americana, a partir das 21h45.

— A situação é muito preocupante. Não posso compactuar com isso. Violência é caso de polícia, não importa a nacionalidade. A segurança do Independiente tem que ser atribuída ao estado. Assim espero que aconteça no Maracanã. Que as coisas se decidam em campo. Espero que a força policial possa garantir a segurança do torcedor do Flamengo e do Independiente — disse o dirigente, ao blog "Extracampo", do jornal "Extra".

Na manhã de terça-feira, bem antes dos atos de vandalismo, Maurício Gomes de Mattos, em entrevista à Fox Sports, explicou por que o adversário não poderia treinar no Maracanã, local da partida. A proibição foi uma retaliação, já que o Flamengo havia sido impedido também de fazer o treino de reconhecimento em Avellaneda, no primeiro jogo.

— Eu acho que a gente tem que dar o tratamento que a gente recebe. Recebemos o tratamento lá desta forma, estamos dando desta forma. É lamentável, para mim, evidentemente, ganha-se ou perde-se jogo dentro do campo de futebol. A gentileza sempre tem que estar em primeiro plano — disse ele à emissora.

Apesar da retaliação, Maurício não esperava o clima de guerra provocado por torcedores.

— Eu repudio veementemente a violência. Minha declaração sobre vetar o treino do Independiente não acirra nenhum tipo de situação. Se não pude treinar lá, vou dar aqui as mesmas condições. Só isso. Queria treinar no estádio. Não deixaram. É isso. Agora, a violência é um problema mesmo de educação. Eu repudio — encerrou o dirigente.

Em entrevista ao "Redação Sportv", o presidente Eduardo Bandeira de Mello também criticou a postura do gupo de torcedores rubro-negros.

— A torcida precisa compreender, e a diretoria vai deixar muito claro, que esse tipo de ação não ajuda em nada o clube... A gente tem que manter um clima amistoso e de harmonia com nossos adversários — disse.