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Vasco confirma que não joga final do Carioca contra o Fla: "Abrimos mão"

Cruz-maltino se nega a jogar no ginásio do Tijuca nesta terça-feira contra o Rubro-negro, por entender que não haverá segurança para seus jogadores e comissão

O Vasco ainda não desistiu de mudar o local da terceira partida da série melhor de três da final do Estadual de Basquete. Na tarde desta terça-feira, dia da decisão contra o Flamengo, marcado para o Tijuca, às 21h (de Brasília), o clube de São Januário emitiu uma nota, assinada pelo presidente Eurico Miranda, apontando irregularidades para a realização da final. Nela, o dirigente critica a Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ) por concordar em realizar a partida no ginásio.

No documento, o mandatário do Cruz-maltino enumera três motivos para que o duelo não aconteça. O primeiro é que a venda de ingressos seria indevida, uma vez que desde o último dia 3 de dezembro, o Vasco afirmou que não entraria na quadra do Tijuca, por questões de segurança. Eurico coloca a responsabilidade pela venda dos bilhetes nas mãos do presidente da Federação, Álvaro Lionides. O segundo argumento faz referência à nota da própria FBERJ, datada no dia 28 de outubro, afirmando que o Rubro-negro não teria atendido o Departamento Técnico da Federação indicando data e hora para o confronto. E que o dia indicado não foi escolhido em comum acordo com o Cruz-maltino.

Por fim, o presidente do Vasco lamenta que o Lionedes justificou que a partida poderia acontecer, uma vez que a briga entre torcedores do Flamengo, ocorrida na última quinta-feira, foi do lado de fora do ginásio, relutando que a segurança da partida estaria em risco de qualquer forma.

A nota também fala que "para que não se manchasse o título, a Federação deveria reunir os clubes e efetivasse uma forma equilibrada e segura para o desfecho do Campeonato". E por fim, afirma que o Vasco "abre mão da partida final, tentando de forma alguma trazer a todos um pouco de exemplo para que a segurança dos jogos não fique apenas na parte burocráticas, mas que se providencie ações efetivas e sem dependência de terceiros para que o esporte no Brasil volte a ser que ocorreu quando dos Jogos Olímpicos de 2016".

O primeiro jogo da série final melhor de três terminou com vitória rubro-negra por 89 a 87. A partida foi realizada na Gávea, com portões fechados para as torcidas. No segundo, que aconteceu em São Januário, mais uma vez sem a presença de torcedores por questões de segurança, o Vasco saiu vencedor por 104 a 98. Com isso, a série está empatada em 1 a 1.

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A princípio, a partida desta terça seria disputada novamente com portões fechados, como punição pela briga entre os torcedores do Flamengo no primeiro turno. No entanto, o Rubro-Negro recorreu e conseguiu evitar que a pena valesse para o terceiro jogo da final. O julgamento no Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do basquete aconteceu na terça-feira da semana passada, depois de o Flamengo ser punido com multa de R$10 mil e duas partidas com portões fechados.


Ao presidente da Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro
Sr. Alvaro L.F.Almeida

Sr. Presidente,

Ao que tudo indica, apesar de nossos ofícios lhe foram encaminhados, V.sa ainda não entendeu que não participaremos da final do Campeonato Estadual em local que não dê condições de segurança para nossos atletas e componentes de nosso "staff".

O açodamento em finalizar a competição, trouxe inúmeras irregularidades que devem ser apontadas, no sentido de que se resguarde direito das partes, senão vejamos:

a) A venda de ingressos é por demais indevida pois V.sa sabia desde o dia 03 de novembro que não participaríamos do jogo de torcida única no Tijuca, por total falta de segurança. Assim a responsabilidade por tal fato é inteiramente sua.

b) A nota oficial 074/2016 suspende a decisão final da competição pois o CR Flamengo não teria atendido o Departamento Técnico indicando data e local para a partida final.

b.1) Considerando os Termos do item 2.3 das Normas do Campeonato em questão a data e local designados pela designação de nova data, não foram de comum acordo com a participação do CR Vasco da Gama, basta que se verifique a publicação de 31/10/2016 desta Federação e de pronto contestada pelo ofício de 03 de novembro.

C) Lamento mais ainda quando V.sa em seu ofício de 05 de dezembro, insere triste justificativa para o fato, dizendo que o evento entre as torcidas não teria ocorrido no interior do ginásio e sim nas imediações do mesmo. E daí Sr. Presidente? V.sa sente-se seguro em ir ao ginásio assim mesmo?

Entendo que havendo bom senso de todos e para que não se manchasse o Título do Estadual, esta Federação deveria ter reunido os clubes e efetivasse uma forma equilibrada e segura para o desfecho do Campeonato.

Assim, Sr. Presidente, apesar de todo investimento feito pelo CR Vasco da Gama, mais uma vez ratificamos que abrimos mão da partida final, tentando de forma alguma trazer a todos um pouco de exemplo para que a segurança dos jogos não fique apenas nas partes burocráticas, mas que se providencie ações efetivas e sem dependência de terceiro para que o esporte no Brasil volta a ser o que ocorreu quando dos Jogos Olímpicos de 2016.

Atenciosamente, 

Eurico Miranda

Fonte: http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2016/12/vasco-aponta-irregularidades-para-que-final-contra-o-flamengo-nao-aconteca.html

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