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VEXAME

Time sem raça

 O que dizer depois de mais um vexame, como foi essa nova derrota para o nosso maior rival?

Mais uma vez fomos derrotados por um time com média de idade de 30 anos e que havia jogado uma partida desgastante no meio da semana, enquanto o nosso time passou a semana descansando e se preparando para o jogo.

Ao final da partida o rival esbanjava fôlego enquanto nossos jogadores pareciam extenuados.

Nosso time parecia uma caricatura mal feita daquele que conquistou as seis vitórias seguidas que nos levaram a sonhar com a vaga para a Libertadores.

Voltamos a jogar aquele futebol horroroso de quando estávamos beirando a zona de rebaixamento.

O time jogou descompactado, com grandes espaços entre os setores e uma enorme lentidão para recompor o sistema defensivo quando o adversário tomava a bola.

Fizemos um gol em uma jogada trabalhada em que o Jorge colocou a bola na cabeça do Guerreiro que deu um passe primoroso para o Emerson que tocou por debaixo das pernas do goleiro.

A partir daí tivemos a enganosa sensação de que a vitória seria certa diante do desespero que se dominaria o time adversário.

Essa sensação ainda aumentou depois que terminamos o primeiro tempo em vantagem sem que o rival não levasse nenhum perigo à nossa meta.

Veio o segundo tempo e perdemos, logo no início, três chances claríssimas de ampliar a vantagem e como diz o Murici a bola pune.

Em uma falta mal marcada quase na intermediária da nossa defesa tomamos o gol de empate em uma falha do Paulo Vitor, que pareceu desatento e pulou atrasado.

E para nosso azar, logo após o juizinho novamente nos prejudicou, marcando um pênalti em um lance que claramente o Jorge não teve a menor intenção de colocar a mão na bola.

A partir daí o time deles fez o que o nosso deveria ter feito após ter ficado em vantagem no marcador. Se fechou na defesa tentando explorar o contra-ataque e nós passamos a jogar bolas na área, que invariavelmente eram rebatidas pela defesa adversária.

Espero estar redondamente enganado, mas essa derrota, principalmente pela forma desordenada e sem alma que o time jogou, me faz desacreditar na conquista da vaga para a Libertadores.

Time sem alma, sem vergonha, sem raça, mas com salário em dia.

 

ATUAÇÕES

 

Bolão: A torcida, que ocupou três quartos do Maracanã.

Bola: Jorge, pelo belíssimo centro na jogada do primeiro gol e porque foi um dos poucos que demonstrou raça em campo, pois mesmo machucado disputou todas as jogadas, não tirando o pé nas bolas divididas.

Bolinha: Todo o restante que entrou em campo, principalmente o Guerreiro que, a não ser na jogada do gol, foi completamente dominado pela zaga adversária. Atuação mais do que bisonha.

             

          

 

              


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