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Zagueiro-zagueiro de Luxa, Marcelo diz: "Não é momento de jogar bonito"

Com dois gols sofridos em cinco jogos, defensor celebra até cãibras em vitória sobre o Atlético-MG e não se preocupa com término do contrato no fim do ano: "Quero ficar"

Um atleta que encarna o espírito proposto por Vanderlei Luxemburgo ao Flamengo atual. Marcelo está longe de ser um dos jogadores com grifes no elenco atual. Longe disso. Dos titulares, talvez seja o que tem menos rodagem no futebol. Os números, porém, mostram que o zagueiro tem sido determinante para arrancada que tirou a equipe da zona de rebaixamento. Efetivado no clássico com o Botafogo, por conta da suspensão de Chicão e lesão de Samir, não saiu mais do time e viu uma equipe que tinha sido goleada por 4 a 0 diante do Inter sofrer somente dois gols nas cinco partidas seguintes.  

Para se estabelecer no time titular, não foi preciso Marcelo fazer muito. O zagueiro simplesmente seguiu a recomendação que Luxa dá para o elenco do Flamengo: reconhecer suas próprias limitações. Se não é um primor de técnica, ele não se priva de dar chutões, jogar feio e se dedicar ao máximo em campo. Bem ao estilo zagueiro-zagueiro, definição usada por Vanderlei para Odvan ao convocá-lo para Seleção. Tanto que terminou a vitória sobre o Atlético-MG, quarta-feira, reclamando de cãibras. Dores que, por sinal, foram muito bem-vindas.  

- Fico feliz com as cãibras. Estamos correndo bastante e no fim do jogo é maravilhoso, porque estamos conseguindo a vitória. Temos que sofrer mesmo para alcançar os resultados (...) Na situação que o Flamengo vive, não é momento para ficar brincando, de jogar bonito. Todo time busca a simplicidade, o modo mais fácil de chegar a vitória.  

Recuperado de uma lesão na coxa, Samir deve voltar a ser relacionado e viajar com a delegação para Criciúma, onde o Fla joga como time local no domingo. O jovem, entretanto, terá que correr atrás de seu espaço. Luxemburgo já elogiou a sintonia entre Marcelo e Wallace, e o ex-jogador do Volta Redonda concorda com as palavras do chefe.  

- O que ele falou é concreto. Eu e o Wallace encaixamos bastante, bem certinho, e vivemos um momento maravilhoso. O sistema defensivo está de parabéns. Estamos bastante concentrado para não sofrer os gols e ter paciência para fazer e sair com a vitória (...) Continuo com os pés no chão. O Samir está aí e precisamos de todos. A volta dele não me intimida. Se ele tiver que voltar, vou agradecer ao professor e esperar minha oportunidade. Acho que tenho que render ainda muito mais. Sempre deixei boas impressões para torcida e vou dar o meu melhor, vou correr e buscar o objetivo.  

Emprestado por um grupo de empresários, Marcelo tem contrato com o Flamengo até o fim de 2014 e ainda não foi procurado para renovar. O prestígio nos bastidores, porém, é alto e a tendência é que o jogador permaneça na Gávea. A indefinição não o incomoda.  

- Quero ficar, mas não é hora de pensar nisso. Meu contrato só acaba no fim do ano.

  Com 19 pontos, o Flamengo é o 13º colocado no Brasileirão, e encara o Criciúma, domingo, às 16h (de Brasília), no Heriberto Hulse, pela 17ª rodada.

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