Zé Ricardo e diretor são denunciados e vão ser julgados no STJD na quarta

Zé Ricardo e diretor são denunciados e vão ser julgados no STJD na quarta


Os efeitos do jogo com o Corinthians ainda aparecem na Gávea. Se no campo, o Flamengo reverteu a goleada de 4 a 0 para os paulistas com boa vitória sobre o Atlético-MG em Brasília, no tribunal o Rubro-Negro tem julgamento importante na próxima quarta-feira. A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva denunciou o técnico do Flamengo, Zé Ricardo, e o diretor de futebol Rodrigo Caetano pelos acontecimentos da partida contra o Corinthians. Eles foram denunciados em dois artigos e vão ao tribunal na quarta-feira, a partir das 14h.

Técnico interino do Flamengo há pouco mais de um mês, Zé Ricardo foi expulso naquela partida por protestar contra a entrada de Fagner em Ederson, que deixou o jogo no segundo tempo e, lesionado, deve ficar fora time por até um mês. Heber Roberto Lopes não marcou falta no lance. 

O jovem treinador foi denunciado com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala em "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva" e prevê suspensão de uma a seis partidas como punição para quem "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra as decisões" do juiz. A lei da Justiça desportiva prevê também a possibilidade de pena mais branda, com reversão de suspensão pela advertência "se a infração for de pequena gravidade".

Com relatos na súmula de xingamento ao juiz Heber Roberto Lopes, que ainda provoca revolta do Flamengo, o diretor de futebol Rodrigo Caetano foi denunciado no artigo 243-F, que fala em ofensa à honra "por fato relacionado diretamente ao desporto". O texto prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão pelo prazo de 15 a 90 dias para dirigentes.

A notícia de infração que o Flamengo levou à Procuradoria do STJD contra Heber Roberto Lopes, pela atuação na derrota contra o Corinthians, ainda não tem resposta. Por telefone, o procurador geral do tribunal Paulo Schmidt disse que recebeu o documento na última sexta-feira e que distribuiu aos procuradores para analisarem. 

- Ainda não temos posição. A Procuradoria vai analisar - disse Schmidt.