Vetos à reforma podem elevar impostos do Flamengo e apertar orçamento a partir de 2027

Os vetos do governo federal à reforma tributária podem fazer os impostos do Flamengo subirem significativamente a partir de 2027, elevando a carga sobre o clube associativo em relação às SAFs e forçando ajustes no planejamento financeiro do time.

Impacto nas finanças do clube

Pela versão aprovada inicialmente no Congresso, clubes e SAFs pagariam 5% sobre a receita bruta. Com os dispositivos vetados, especialistas estimam que clubes associativos, como o Flamengo, passariam a ter carga total próxima de 15,6% — somando o novo tributo e o INSS — enquanto as SAFs ficariam com tributação em torno de 6%.

No caso do Flamengo, que registrou cerca de R$ 2 bilhões de receita bruta em 2025, a simulação aponta para um custo adicional aproximado de R$ 312 milhões caso a regra seja aplicada sem mudanças. A diretoria já admite preocupação, descarta, por ora, transformar o clube em SAF e diz que terá de reavaliar itens orçamentários diante do cenário.

Próximos passos e desdobramentos

Os vetos ainda voltarão ao Congresso Nacional, onde parlamentares podem derrubá-los ou propor alternativas específicas para o futebol. Há tempo até 2027 para negociação técnica e política, incluindo estudo de créditos tributários previstos na legislação.

Além do Flamengo, outros clubes associativos, como o Corinthians, acompanham o tema. No Flamengo surge ainda a preocupação com a tributação sobre receitas de leis de incentivo, que hoje sustentam modalidades olímpicas e projetos sociais e podem ser impactadas pelo novo sistema.