Lucas Paquetá no Flamengo: entrosamento com Filipe Luís, reflexão sobre 2018 e a missão na Supercopa

Lucas Paquetá no Flamengo voltou com declarações que misturam emoção, convicção e ambição. Em entrevistas recentes, o meia detalhou como a relação com Filipe Luís influenciou sua decisão de retornar, revisitou a saída de dezembro de 2018 e assumiu a expectativa de disputar a Supercopa do Brasil com o Manto Sagrado em Brasília neste domingo, 1º de fevereiro.

Trocas com Filipe Luís e a ansiedade do retorno

O reencontro entre Paquetá e Filipe Luís foi colocado pelo próprio jogador como fator determinante para o retorno ao clube. As conversas entre os dois, segundo Paquetá, foram constantes e carregadas de expectativa mútua — um impulso emocional que pesou mais do que qualquer argumento técnico isolado.

“Quando eu olhava o Flamengo vencendo, primeiro de tudo, eu comemorava muito. Além do jogador de futebol, eu sou flamenguista, torço. Olhava os títulos… Durante todo esse processo, várias pessoas eu enchia o saco. O Filipe Luís foi um. Na Copa América de 2019, eu dizia para ele ‘você precisa ir para o Flamengo, você vai ser ídolo, confia em mim, a torcida vai te amar’”

Paquetá descreveu o diálogo com o treinador como uma troca intensa: ambos se deixaram levar pela ansiedade e pela vontade de que o retorno desse certo. Para o camisa 20, a clareza do desejo do treinador foi crucial.

“Agora, a gente se falou o tempo todo. Respeito muito ele. Um dos motivos de eu vir foi ele demostrar que me queria muito aqui. O Flamengo não precisava de mim, ganhou tudo em 2019, no ano passado. Não precisava de mim para vencer, mas eu precisava”

“Eu expus isso a ele. E ele respondeu: ‘eu te quero aqui; se a gente ganhou tudo, com você, podemos ganhar mais ainda’. Ficemos um mês conversando, ele me deixava ansioso, eu também o deixava ansioso. Mas foi uma troca muito importante para mim”

Saída em 2018 e o olhar sobre o ‘ano mágico’ de 2019

Ao ser questionado sobre o sentimento por ter saído do Flamengo pouco antes da temporada histórica de 2019, Paquetá adotou um tom reflexivo e afirmou que se sente parte daquele processo, mesmo observando de fora. Ele ressaltou que a negociação que o levou ao exterior também ajudou financeiramente o clube a se estruturar.

“A gente chegou muito próximo nos anos em que estávamos aqui. Isso me marcou muito. Falei: ‘caraca, não é possível’. Ficamos em segundo no Brasileirão, na Copa do Brasil, na Sul-Americana. Sabíamos que estava chegando a hora do Flamengo ser dominante. Era uma questão de tempo. Apesar de eu não ter contribuído com título, ajudei de uma maneira financeira que o Flamengo pôde se estruturar melhor. Me senti parte disso”

Paquetá admitiu a frustração por não ter conquistado títulos naquela passagem, mas reafirmou a ligação emocional com o clube e a promessa de retorno: ele chegou afirmando que voltaria antes dos 30 anos e celebrou as conquistas do Flamengo como torcedor.

“Infelizmente, dentro de campo, não tive os títulos que gostaria, mas eu era novo, sabia que ia voltar, avisei que voltaria antes dos 30 (anos), muita gente não acreditou. Quando eu via o Flamengo vencendo, eu comemorava muito. Além de jogador de futebol, primeiro de tudo, sou flamenguista”

Supercopa: chance de reescrever a história

Com a regularização confirmada, Lucas Paquetá integra a delegação rubro‑negra que viaja a Brasília para a final da Supercopa do Brasil contra o Corinthians. A partida no Estádio Mané Garrincha aparece como oportunidade para o jogador transformar expectativa em resultado imediato e já começar a construir uma nova etapa com a camisa do Flamengo.

Além do aspecto simbólico do reencontro com Filipe Luís, a presença de Paquetá amplia as opções ofensivas do time e acende a esperança da Nação por mais um título. Se a chegada serve para fechar um ciclo pessoal iniciado há anos, também significa para o Flamengo a tentativa de somar talento ao grupo em busca de mais conquistas.