O Flamengo na Supercopa volta a ser o centro das atenções antes da final contra o Corinthians, marcada para domingo, 1º de fevereiro de 2026, no Estádio Mané Garrincha. A decisão reúne elementos dentro e fora do campo: o retrospecto favorável do Rubro-Negro no local, uma cláusula contratual que pode pesar no rival e o reencontro com Hugo Souza, jogador revelado pelo clube que agora veste a camisa alvinegra.
Cláusula de Memphis Depay e a conta que pode pesar no Corinthians
Uma cláusula no contrato de Memphis Depay com o Corinthians ganhou projeção em véspera de final. Segundo informações, o atacante teria direito a R$ 4,725 milhões por qualquer título conquistado pelo clube paulista — um valor que passa a ser decisivo quando combinado à premiação da Supercopa do Brasil.
A premiação oficial distribui R$ 11,55 milhões ao campeão e R$ 6,35 milhões ao vice. Levando em conta impostos e o rateio habitual entre atletas e comissão técnica, a matemática indica que a fatia a ser desembolsada pelo Corinthians em caso de título pode reduzir substancialmente o valor líquido que o clube manteria.
Por isso, analistas financeiros e torcedores passaram a debater a ironia da situação: em termos estritamente de caixa, o vice-campeonato poderia ser menos oneroso para o Corinthians do que o título — já que evitaria repasses contratuais elevados e reduziria descontos fiscais sobre quantias menores. Trata‑se de um elemento extracampo que adiciona outra camada de tensão à final.
Hugo Souza: reencontro emocional e declarações
O goleiro Hugo Souza, revelado nas categorias de base do Flamengo e atualmente no Corinthians, falou sobre a importância da partida e reconheceu a força do elenco rubro‑negro. Para Hugo, a decisão tende a ser definida nos detalhes, pela qualidade e equilíbrio das equipes.
“Muito feliz de poder estar disputando uma decisão tão importante com essa camisa e espero que a gente possa ter o mesmo desfecho das outras. Temos nos tornando um time bem cascudo quando chegam estes momentos. Tenho certeza que todos darão o melhor, todos farão o que estamos treinando e a expectativa é a melhor possível para entrarmos em campo”
Ao projetar o duelo, Hugo voltou a enaltecer o adversário e indicou que a preparação corintiana busca entender pontos fortes e fracos de ambos os lados. O contexto do reencontro soma carga emocional: são três vitórias do Flamengo contra ele, um empate e apenas uma vitória do goleiro em confrontos anteriores, segundo o histórico recente.
“A gente sabe da qualidade do adversário. O Flamengo tem uma equipe muito qualificada. Temos que entender os pontos fortes e fracos, tanto deles como os nossos, e acho que vai ser um jogo de detalhes. Duas grandes equipes. Vai ser um grande jogo, espero que um grande espetáculo”
Hugo Souza viveu altos e baixos no Flamengo antes de seguir ao exterior e depois ao Corinthians: estreou no elenco profissional em 2020, teve períodos de sequência e momentos contestados, passou por empréstimo ao Chaves (Portugal) e, finalmente, transferiu‑se de forma definitiva.
Mané Garrincha: retrospecto que favorece o Flamengo
O Estádio Mané Garrincha tornou‑se um palco familiar para o Flamengo nos últimos anos. Em 74 partidas no local, o Rubro‑Negro soma 41 vitórias, 24 empates e apenas nove derrotas, aproveitamento próximo a 66%, com 126 gols marcados e 62 sofridos — números que acendem a confiança da torcida e da comissão técnica.
O retrospecto mais recente também é favorável: desde 2019, em 16 jogos, o Flamengo venceu 12, empatou uma vez e perdeu três. O estádio já foi cenário de conquistas importantes do clube na Supercopa — em 2020 e 2021 — e faz com que a Nação veja Brasília como um palco simpático para decisões.
Além da estatística, há o simbolismo. O Mané Garrincha foi testemunha de estreias e reestreias marcantes do clube, o que aumenta a expectativa por performances decisivas em dias de final e fortalece o aspecto psicológico que pode fazer diferença em partidas de alto nível.
Cenário tático e o que o Flamengo pode explorar
Filipe Luís e sua comissão técnica têm como desafio transformar a familiaridade com o gramado e a logística de Brasília em vantagem tática. O planejamento rubro‑negro tende a priorizar compactação, controle de transição e aproveitamento das qualidades individuais em momentos curtos do jogo.
Dorival Júnior, no Corinthians, buscará neutralizar as armas do Flamengo e explorar eventuais espaços em transição. A decisão deve passar por ajustes finos: marcação por setores, variações de bloco e atenção redobrada a bolas paradas, onde partidas equilibradas frequentemente se resolvem.
Para o torcedor do Flamengo, a presença de peças criativas como Lucas Paquetá, a referência de área com Pedro e opções de profundidade como Everton Cebolinha geram otimismo. Ainda assim, a manutenção da concentração coletiva será determinante para evitar surpresas contra um adversário preparado e motivado.
Mais do que um troféu, a final na capital reúne narrativas esportivas e extracampo que prometem repercutir: contratos que viram pauta, reencontros pessoais e a rotina de decisões do clube em palcos neutros. A partida começa às 16h (horário de Brasília) no domingo, 1º de fevereiro de 2026 — e a Nação rubro‑negra já se prepara para apoiar o time em Brasília e por todo o país.
Produtor de conteúdo esportivo e torcedor do Flamengo. Acompanha o clube de perto e escreve sobre notícias, jogos e acontecimentos do futebol brasileiro.