Supercopa 2026 — Flamengo perde por 2 a 0, sofre expulsão de Carrascal e vê Paquetá reestrear

Flamengo na Supercopa do Brasil teve um desfecho amargo neste domingo (01): derrota por 2 a 0 para o Corinthians no Estádio Mané Garrincha, vice‑campeonato e uma tarde marcada por decisões de arbitragem, a expulsão de Jorge Carrascal após checagem do VAR e a reestreia de Lucas Paquetá com o Manto Sagrado.

Resumo da partida

O jogo começou com o Flamengo dominando as ações e criando as melhores oportunidades nos primeiros 25 minutos. Arrascaeta levou perigo em cobrança de escanteio que terminou com Pedro cabeceando e Matheus Bidu salvando quase em cima da linha; na sequência Carrascal e Pedro ainda testaram Hugo Souza.

Apesar da pressão inicial rubro‑negra, o Corinthians abriu o placar aos 25 minutos: escanteio curto que terminou com Gustavo Henrique desviando e Gabriel Paulista completando para a rede. A partir daí o duelo ganhou equilíbrio, com o time paulista explorando transições e obrigando Rossi a intervenções importantes.

O primeiro tempo teve ainda uma chance clara do Corinthians com Memphis que Rossi defendeu com qualidade, e um clima tenso nos acréscimos, quando jogadores do time paulista pediram a expulsão de Carrascal por um lance anterior — pedido que viria a ser atendido no intervalo após revisão do VAR.

Expulsão de Carrascal e impacto tático

No momento de maior tensão, o árbitro Rafael Rodrigo Klein, após checagem do VAR, aplicou cartão vermelho a Jorge Carrascal pelo lance do primeiro tempo. A decisão deixou o Flamengo com dez jogadores e obrigou Filipe Luís a redesenhar o meio‑campo para os 45 minutos finais.

A perda de Carrascal mudou o ritmo do confronto: o Flamengo seguiu buscando o controle, mas com menos opção de profundidade e criatividade no setor ofensivo. Filipe Luís precisa agora avaliar a forma como a equipe vai se recompor em jogos que exigem mais posse e intensidade com um homem a menos em momentos cruciais.

Reestreia de Lucas Paquetá e chances perdidas

Mesmo num cenário adverso, o técnico Filipe Luís tentou resposta ofensiva: aos 12 minutos do segundo tempo entrou Lucas Paquetá no lugar de Pedro, reestreando pelo clube após quase oito anos e trazendo imediatamente maior presença técnica ao meio‑campo.

O Flamengo teve oportunidades importantes após a entrada de Paquetá, como a cabeçada de Erick Pulgar que acertou o travessão logo no início da etapa final. Nos acréscimos, o Rubro‑Negro ainda teve a chance do empate: Ayrton Lucas cruzou, Léo Ortiz desviou e, na sobra, Lucas Paquetá finalizou por cima quando estava livre na entrada da pequena área — uma oportunidade que poderia ter mudado a história da partida.

A substituição de Paquetá reforça a ideia de que o elenco busca soluções imediatas para recuperar o ritmo ofensivo. A entrada do camisa 20 também representa um reforço emocional para a Nação, mesmo que o desfecho não tenha sido o esperado.

Definição nos acréscimos e premiação

No minuto final da partida, Yuri Alberto apareceu nos acréscimos para empurrar o placar: primeiro a bola bateu na trave em finalização de canhota e, na sequência, o próprio Yuri Alberto ficou na cara de Rossi para marcar o segundo gol do Corinthians e selar a vitória por 2 a 0.

Apesar do vice‑campeonato, o Flamengo recebe R$ 6,35 milhões pela participação na decisão da Supercopa do Brasil; o clube teria recebido mais R$ 1 milhão em caso de título. O valor reforça as receitas do departamento de futebol, mas não apaga a frustração da Nação com o resultado.

Próximos passos e reflexões para Filipe Luís

O elenco rubro‑negro volta a campo em pouco tempo: o próximo compromisso é pelo Campeonato Brasileiro, contra o Internacional, na quarta‑feira (04), no Maracanã. O calendário curto exige avaliação rápida da comissão técnica sobre condicionamento físico, suspensão de Carrascal e ajustes táticos para suprir a ausência eventual do colombiano.

Filipe Luís terá de decidir como integrar Lucas Paquetá de forma regular às rotinas do time, como ajustar o meio‑campo com ou sem Carrascal e quais alternativas usar na recomposição defensiva. A derrota expõe lacunas a serem trabalhadas, mas também mostra elementos positivos, como a presença de Rossi em momentos-chave e o potencial criativo que Paquetá pode devolver ao time.

Ficha técnica

Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Carrascal e Pedro. Técnico: Filipe Luís.

Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista e Matheus Bidu; Raniele, André, André Carrillo e Breno Bidon; Memphis e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

A tarde em Brasília deixou a Nação rubro‑negra com sentimentos mistos: a frustração pelo vice e a esperança pela reestreia de Lucas Paquetá, que naturalmente passa a ser peça observada pela comissão técnica para a sequência da temporada.