A reforma tributária voltou ao centro das discussões internas do Flamengo após declaração do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), que criticou a proposta e afirmou que o clube pode passar a pagar mais impostos do que sociedades anônimas do futebol (SAFs). A menção direta do presidente expõe a preocupação do clube com alterações no tratamento fiscal entre modelos de gestão do futebol brasileiro.
Se a diferença de tributação apontada por Bap se confirmar, o efeito imediato recairia sobre a capacidade financeira do Flamengo em comparação a clubes convertidos em SAF. Essa potencial mudança tributária pode influenciar o planejamento orçamentário do clube, a margem disponível para contratações e a estratégia de mercado, tornando o tema relevante também para dirigentes, investidores e parceiros comerciais.
Repercussões institucionais e esportivas
No plano institucional, a crítica pública do presidente tende a reforçar o debate entre clubes, autoridades e interlocutores da área pública sobre como normas fiscais tratam entidades esportivas. Para o Flamengo, um aumento relativo da carga tributária implicaria necessidade de reavaliação das projeções de receitas e despesas e do fluxo de caixa.
Do ponto de vista esportivo e de mercado, diferenças na tributação podem alterar a capacidade do clube de investir em elenco e infraestrutura, além de influenciar a percepção de risco em negociações com agentes, atletas e patrocinadores. A posição de Bap sinaliza que a diretoria acompanha de perto os desdobramentos e que o tema terá lugar nas conversas institucionais do clube.
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