Charanga Rubro-Negra avança na Alerj e pode ser patrimônio cultural do Rio

A Charanga Rubro-Negra deu mais um passo rumo ao reconhecimento oficial: o projeto de lei que propõe declarar a torcida organizada como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro foi aprovado, em discussão única, pela Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (5) e segue agora para sanção do governador Cláudio Castro.

Origem e importância histórica

Criada em 1942 por Jaime de Carvalho, a Charanga Rubro-Negra estreou em 11 de outubro daquele ano, no clássico entre Flamengo e Fluminense, nas Laranjeiras. Num período em que não existiam torcidas uniformizadas ou bandas padronizadas nos estádios, o grupo levou instrumentos musicais e organização coletiva às arquibancadas.

O nome “Charanga” foi dado por Ary Barroso, locutor da Rádio Tupi na época, e o projeto de lei de autoria do deputado Rodrigo Amorim destaca a relevância social e cultural do grupo para o estado do Rio de Janeiro, propondo a preservação dessa memória da torcida.

Trâmite legislativo e impacto para o Flamengo

Com a aprovação na Alerj, a proposta seguirá para apreciação e possível sanção do governador. Caso seja transformada em lei estadual, a Charanga passará a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais protegidos pelo estado, conforme prevê o texto aprovado.

O reconhecimento da Charanga surge como complemento oficial ao ato anterior que declarou o Flamengo patrimônio histórico, cultural e imaterial do estado, em julho de 2025, reforçando a proteção institucional sobre elementos da história e da cultura ligados ao clube e à torcida.