O início da temporada de 2026 tem colocado a defesa do Flamengo sob escrutínio. Os números mostram um cenário preocupante, com a equipe sofrendo o dobro de gols em comparação ao mesmo período do ano anterior. Se em 2025 o sistema defensivo era quase intransponível, o ano atual apresenta uma média de gols sofridos que acende um alerta na comissão técnica e entre os torcedores rubro-negros.
Apesar de vitórias importantes, como a recente sobre o Vitória no Campeonato Brasileiro, a questão defensiva é um ponto de atenção. Essa elevação na média de gols sofridos pode impactar a solidez do time em confrontos decisivos e a sua consistência na busca por títulos, exigindo ajustes coletivos para manter a competitividade ao longo de um calendário que se anuncia intenso.
O Cenário Defensivo em Números
Desde que o elenco principal foi escalado, o Flamengo disputou sete partidas e foi vazado nove vezes, resultando em uma média de 1,29 gols por jogo. Para contextualizar, em 2025, a média foi de apenas 0,65 gols sofridos por confronto ao longo de 78 jogos.
A única vez em que o time não sofreu gols em 2026 foi na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, na estreia do Campeonato Carioca. Em outros momentos, a equipe foi vazada por Internacional, Sampaio Corrêa e Vitória, além de ter sofrido dois gols em jogos contra Fluminense, São Paulo e Corinthians, todos resultando em derrotas.
A Análise de Filipe Luís
O técnico Filipe Luís já se manifestou sobre a situação, indicando que o problema vai além da atuação individual dos zagueiros. Para o comandante, a falha é coletiva e está ligada principalmente à dificuldade em controlar a posse de bola. A falta de domínio do jogo, segundo Filipe Luís, tem exposto o time a transições rápidas dos adversários, dificultando a recomposição defensiva.
Composição da Zaga
Na zaga, a dupla mais utilizada tem sido Léo Pereira e Léo Ortiz. Ortiz participou de seis partidas, sendo cinco como titular, enquanto Léo Pereira atuou em cinco jogos, todos desde o início. Vitão, por sua vez, soma três partidas como titular. Danilo, recuperado de lesão no joelho, teve participação apenas na goleada sobre o Sampaio Corrêa. Esse cenário demonstra que, além de buscar o entrosamento na defesa, o Flamengo precisa reencontrar o equilíbrio coletivo que foi uma marca na temporada passada.
Destaque individual e força do elenco apesar dos gols sofridos
Mesmo com as preocupações defensivas, o Flamengo tem mostrado sua força ofensiva e a qualidade de seu elenco. Na vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, a eficiência rubro-negra prevaleceu. Após o confronto, o técnico do Vitória, Jair Ventura, fez questão de elogiar a capacidade de decisão dos atletas do Flamengo.
Jair Ventura destacou a atuação do volante Erick Pulgar, autor do primeiro gol da partida. O treinador do time baiano ressaltou a versatilidade do chileno, que, apesar de ser um jogador com funções predominantemente de marcação, conseguiu marcar um “gol de craque” com um chute de fora da área. Ventura comparou a finalização a um lance típico de De Arrascaeta, sublinhando o poder de decisão que a equipe carioca possui.
Além do elogio a Pulgar, o técnico Jair Ventura enfatizou a profundidade do plantel comandado por Filipe Luís. Segundo ele, o Flamengo possui “dois times muito qualificados”, com opções como Samuel Lino ou Everton Cebolinha, e Pedro ou Bruno Henrique. Ventura observou que o time rubro-negro conseguiu marcar dois gols em apenas dois chutes, o que ilustra a eficácia do elenco, mesmo em dias onde a defesa pode não estar no seu melhor.
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