O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), intensificou suas críticas ao uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro. Em declaração ao “Diário AS”, Bap afirmou que clubes como Botafogo e Palmeiras, que utilizam esses campos para eventos, deveriam focar no “show business” e não no esporte, pois estariam no “negócio errado”. Ele defendeu a padronização dos campos como uma questão de fair play esportivo, essencial para o futebol.
Essa posição do Flamengo, expressa por seu presidente, ressalta a importância da integridade das condições de jogo para a performance técnica e a segurança dos atletas. O debate sobre a superfície dos campos é crescente, com cinco equipes na Série A utilizando gramados sintéticos em 2026: Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG, Athletico-PR e Chapecoense, o que leva à expectativa de uma futura regulamentação por parte da CBF.
Investimento do Flamengo no Gramado do Maracanã
Em contraponto à discussão sobre os gramados sintéticos, o Flamengo reforça seu compromisso com a excelência do campo natural do Maracanã. Bap anunciou que a gestão do estádio investe 2 milhões de euros em equipamentos para aprimorar o gramado, que comporta uma média de 75 jogos anuais. A meta é ter o melhor gramado do Brasil, tendo como referência, hoje, o do Corinthians.
O presidente também indicou que a CBF, após visitas a clubes europeus, deve regulamentar a questão dos gramados em 2027, mostrando um movimento em direção à padronização. Curiosamente, o próximo desafio do Flamengo será em um campo sintético, contra o Botafogo, no domingo (15), no Estádio Nilton Santos, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.
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