No decorrer da última semana, o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, virou protagonista de uma grande polêmica. Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, da ESPN, Bandeira disse que o incêndio que acometeu os alojamentos das categorias de base no Ninho do Urubu provavelmente não teria acontecido se ele ainda estivesse no comando do Mais Querido. As declarações do ex-mandatário, no entanto, podem resultar em sua expulsão do quadro social do clube.
A informação divulgada inicialmente pelo ‘Uol Esporte’, mostra que o grupo “Vanguarda Rubro-negra”, composto por uma ala de conselheiros, enviou uma carta ao presidente do Conselho de Administração do Fla, Bernardo Amaral. No documento, aproximadamente 20 conselheiros assinaram uma indicação de que Bandeira teria infringido duas normas estatutárias do clube, sendo elas:
– “Abster-se de usar qualquer meio de comunicação para veicular expressões desonrosas contra o Flamengo, ou os membros de seus Poderes, em campanha eleitoral, ou em razão de suas funções“;
– “Veicular expressões desonrosas, por qualquer meio de comunicação, contra o Flamengo, ou os membros de seus Poderes, em campanha eleitoral, ou em razão de suas funções“.
De acordo com a publicação, o artigo 49 do estatuto rubro-negro prevê uma suspensão de até 360 dias ou a expulsão definitiva do envolvido do quadro social do clube. Em um trecho da carta divulgado pelo portal, os conselheiros afirmaram que a declaração do ex-presidente do clube, pode causar grande prejuízo à instituição: “O pronunciamento inconsequente de um ex-presidente traz um prejuízo de grande repercussão negativa para o clube, em um momento de crise mundial, onde toda a sociedade está fragilizada por uma pandemia que vem ceifando vidas e que trará sequelas à economia mundial“, dizia parte do documento.
No último dia 8 de fevereiro a tragédia no Ninho do Urubu completou um ano. O incêndio fez dez vítimas fatais, além de ter ferido gravemente três jovens – que hoje estão recuperados. Até aqui, o clube conseguiu acordos apenas com as famílias de Gedinho, Athila, Vitor Isaias, e com o pai de Rykelmo (a mãe ainda não aceitou o acordo). O Fla paga uma pensão mensal de R$ 10 mil para as 10 famílias das vítimas, inclusive as que não fecharam o acordo indenizatório.