É PRA JÁ? NÃO! É PRA ONTEM!

É PRA JÁ? NÃO! É PRA ONTEM!

Tenho andado reticente em postar colunas aqui. Já não tenho mais paciência com “as” #GeraçãoTwitter, #GeraçãoFace e #GeraçãoInsta e suas ofensas, agressividade, deboche, “lacração” e aquela empáfia ao comentar sem base, sem conhecimento, sem contexto, mas verdades baseadas em “links” que, se razoavelmente pesquisados, detonam as próprias radicalidades. Então, imagine como fico ao perceber que aqui, além desses, temos #GeraçãoOrkut, #GeraçãoMSN e #GeraçãoPréInternet, mas com atitudes e posturas similares?

Eu gostaria de falar com profundidade e detalhes de (variações) táticas, que é o que acho que está faltando ao nosso time, falar do treinador, que até parece ter base pra fazer o seu trabalho (podem falar de resultados, de escalação e de dificuldade ofensiva, mas a organização do time é um item que não pode ser contestado), mas que não está sabendo se reinventar pra realidade que se formou depois da Copa (a saber: de todos os times em boa fase enfrentados no período somente um resolveu jogar de igual pra igual, o Grêmio. E foi eliminado! Todos os outros usaram e abusaram da retranca e do antijogo) o que tem me incomodado fortemente. Mas apesar de todos esses assuntos que poderiam render boas discussões, meu amargurado coração me levou a falar de... IMEDIATISMO!

Vejo 9 em 10 #FlaInternautas bradarem pelas redes “QUERO MEU FLAMENGO VENCEDOR DE VOLTA!”. Bem, devo considerar que esses cidadãos são de meia idade e pedem por algo no padrão Zico (reverências, por favor) & Cia, pois esse sim foi “O” Flamengo vencedor. Pois desde que o Galo se foi, em 1989, nós ganhamos um Brasileiro em 92 com Junior (que, sem depreciação, faz parte do Cia) e outro só 17 anos depois e eu duvido, repito DUVIDO, que qualquer RN vivo à época acreditasse que aquela bagunça do começo e meio do campeonato fosse dar em título. Assim, vou usar o início de carreira do símbolo e astro maior desse Flamengo pra tentar entender o que essas @s pedem.

Zico (reverências, por favor) estreou no profissional em 1971, mas nem considero muito, pois em 72 ele foi campeão carioca de juvenis (juniors/sub-20), então vamos considerar a partir do momento em que ele se tornou titular: 1974. Nesse ano fomos campeões cariocas e no brasileiro fomos 2º de um dos grupos na primeira fase e eliminados na segunda, a classificação final foi 6º lugar. Em 75, 76 (Neste ano já com a FAF no comando. Se você não sabe o que é, recicle seu “flamenguismo”!) 77 não ganhamos nada, já que Taças Guanabara nada significam para as novas gerações, e nos brasileiros fomos 8º, 5º e 9º. Em 78, o que hoje seria para muitos motivo de desgosto, ganhamos o Carioca, o que se repetiu em 79 por duas vezes (Não entendeu? Por favor, recicle seu “flamenguismo”!), mas continuamos “virgens” no Brasileiro onde tivemos as seguintes colocações: 16º e 12º. Cabe aqui uma explicação de que os brasileiros eram divididos em fases e grupos, então quem se classificava num grupo mais fácil fazia mais partidas e consequentemente mais pontos, mas o que vale é a História e é o que ela diz.

Chegamos a 1980 e com ele o primeiro título brasileiro do Mengão. Aqui também termina o meu exemplo, mas fica a reflexão: foram precisos 7 anos para que Zico (reverências, por favor) conquistasse um “título de expressão” em sua carreira. Não deveria, mas fico pensando: “E se fosse hoje em dia?” Bem, a partir de agora deixo o debate por conta de vocês...

Saudações Rubro-Negras!

(PS: não vou dar chute pro jogo contra o virtual rebaixado logo mais, mas deixo minhas observações. Se eles realmente se acham grandes, têm que vir pra cima do Fla, pois precisam ganhar. Nesse caso a nossa vitória seria líquida e certa. Se, como acho que será, eles assumirem a sua pequenez e fizerem como 99% dos times fazem contra a gente, vão se fechar e pedir a Deus “um momento Ceará”. Aí poderemos ter uma noite de sofrimento. A não ser que consigamos um gol cedo e, nesse caso, daria até pra rolar o meu placar preferido. Mas essa “É SÓ A MINHA OPINIÃO!)