“Acelera, Ayrton!” — Galvão Bueno.
Eu era mais um daqueles brasileiros que, nas manhãs de domingo, acordava para ver o saudoso Ayrton Senna, o maior piloto da história da Fórmula 1, na minha opinião, desfilar pelas pistas, tremulando a bandeira brasileira. E, na minha meia-idade, aos 46 anos, lembro-me muito do Galvão narrando e pedindo para ele acelerar nos momentos cruciais da corrida. E, na maioria das vezes, víamos nossa referência nas pistas fazer os adversários comerem poeira — e olha que havia ótimos pilotos naquela época. E, como não poderia ser diferente, chegamos a um momento crucial de nossa temporada, neste mês de agosto, em que pode ser céu ou inferno para nossas pretensões em 2026.
Na coluna passada, falei sobre voltarmos aos trilhos, e parece que nosso bom futebol voltou, pois, no Flamengo, não basta ganhar: tem que ganhar jogando bem, superando os adversários e mostrando quem manda aqui.
O jogo contra o Cruzeiro me lembrou o time do Filipe Luís. Apesar de eu contestar alguns pontos de nossa escalação inicial, foi inegável nosso domínio no Mineirão, e os números da partida só comprovam isso. Posse de bola: Cruzeiro 47% x 53% Flamengo; finalizações: 11 x 15; no gol: 1 x 5. Ainda tivemos duas bolas na trave, e uma delas resultou no nosso gol no lance seguinte. Não seria nenhuma injustiça se tivéssemos vencido lá, mas creio que, jogando assim, temos tudo para vencê-los aqui no Maracanã.
Aproveito aqui para elogiar a postura dos jogadores do Fluminense no sábado, que honraram a camisa ao vencerem merecidamente o Palmeiras, até porque eles também possuem aspirações de conseguir uma vaga direta na Libertadores de 2027, além da premiação. Não teve essa de entregar o jogo para o Palmeiras, não. Teve foi entrega para ganhar os três pontos e permanecer na briga no bloco de cima da tabela.
Já na partida de ontem, foi um amasso total. Mais uma vez, parecia um time da NBA jogando contra um time do NBB! Logo, como sempre falamos aqui, temos que aproveitar as oportunidades para matar logo o jogo, enfiar a faca e depois administrar. E enfiamos a faca, rodamos, rasgamos o Mirassol de cima a baixo e ainda rodamos o elenco. Que partida do Carrascal!
Obviamente, o jogo é jogado e o lambari é pescado, mas, pelo que vi ontem, não enxergo outro resultado no jogo contra eles aqui que não seja uma vitória nossa, mesmo que seja por 1 a 0, com todo o respeito ao Mirassol.
Portanto, já me considero líder. É questão de tempo para alcançarmos, de fato, o topo da tabela. Dependemos apenas de nós para o Deca: vencendo esse jogo que temos a menos, seremos líderes pelo saldo de gols. Por isso, a goleada foi também importantíssima.
Agora é pé embaixo para nos classificarmos para as quartas de final e colocarmos cada vez mais pressão no time da Crefisa, ainda mais com um jogo a menos.
E você, leitor? Concorda ou pensa diferente? Comenta aqui embaixo, valeu?
SRN!

Fabio da Silva Gonçalves, casado, pai da Lorena, mora atualmente em Rio das Ostras RJ, Pastor auxiliar da ADVEC, Engenheiro, Professor concursado da FAETEC, estudou na Universidade Estácio de Sá, UCAM e Fasul, Mestrando em Ciências da Educação na UAP, foi figura assídua do Maracanã e tem como um dos maiores orgulhos de sua vida ser colunista do MELHOR site sobre Flamengo da Internet. O Flamengo RJ.