Al-Hilal pede €35 milhões e salário de Marcos Leonardo inviabiliza acordo com Flamengo

O Al-Hilal fixou o preço de venda de Marcos Leonardo em 35 milhões de euros, e o vencimento mensal do atacante, perto de R$ 2,7 milhões, tornou a negociação inviável para o Flamengo no momento. O clube apenas monitora o cenário sem avançar.

As consultas rubro-negras foram feitas recentemente e o nome do atleta tem aprovação técnica dentro do clube, mas o custo total da operação — soma do valor de transferência e da folha salarial — está fora da estrutura orçamentária prevista pela diretoria para 2026. Por isso, o Flamengo optou por não apresentar uma oferta firme diante das exigências do Al-Hilal.

Valor pedido e impacto orçamentário

O Al-Hilal pediu 35 milhões de euros pela liberação do centroavante, valor que equivale a aproximadamente R$ 212 milhões na cotação atual. Além desse montante inicial, o salário corrente de Marcos Leonardo, estimado em cerca de R$ 2,7 milhões por mês, foi apontado internamente como um empecilho determinante para avançar em negociações imediatas.

Fontes internas da operação do Flamengo consideram a proposta financeira fora da realidade do planejamento do clube para a temporada; a gestão mantém política de equilíbrio e só considera operações desse porte em oportunidades excepcionais com impactos financeiros justificáveis.

Visão técnica e condição contratual

Do ponto de vista técnico, o treinador Leonardo Jardim avalia Marcos Leonardo como jogador capaz de ampliar o repertório ofensivo do time. Ainda assim, o clube pondera que a decisão precisa conciliar a necessidade esportiva com a sustentabilidade financeira.

Marcos Leonardo tem contrato com o Al-Hilal até 2029 e vinha sendo alvo de interesse recorrente na Europa, fatores que contribuem para sua valorização. Na temporada pelo clube saudita, o atacante soma 44 gols e cinco assistências em 72 partidas, números que sustentam a avaliação de mercado apresentada pelo Al-Hilal.

Por ora, a consequência imediata é procedural: o Flamengo permanece em posição de monitoramento, acompanhando possíveis desdobramentos do mercado e da situação contratual do jogador, sem encaminhar proposta diante das condições financeiras colocadas pelo clube árabe.