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Anderson Alves: “Demitir o treinador é o caminho mais fácil! Já ganhamos algo fácil?”

Penso, logo, existo.  DESCARTES, René

Não sou exemplo de nada! Tampouco sou somelier de reação às intempéries que a vida coloca no caminho do torcedor rubro-negro! Outra pessoa não pode se arrogar este direito. Ninguém! De fato, reagir à adversidade é a forma mais simples de crescer. Só uma pessoa deve fazer esta travessia. Ninguém deve lhe ensinar a como agir. Nem há uma fórmula mágica ou uma receita como de um bolo que ensine como se portar como torcedor. Mas há coisas que uma pessoa pode fazer antes de tomar posições mais intempestivas e finais. Refletir!

Gosto de frisar que o treinador queridinho da Nação é aquele que nos deu as costas e foi embora treinar um time em que não tinha nada para ganhar. É a síndrome de Estocolmo! O cara é o vilão! Ele quem “sequestrou” e só recebe defesa! Como dizia o povo a Moisés: “Antes tínhamos cebolas para comer no Egito”. “Algo de errado não está certo”. Ok que se ache que o treinador atual não presta, mas não podemos elevar quem nos trouxe a este problema como o nosso modelo. É o povo hebreu idolatrar o faraó. Não faz sentido!

A preparação física, que já acho estar muito melhor que no início do trabalho do treinador, está abaixo. Jogadores chegam ao segundo tempo com a língua para fora, mãos nos joelhos e pedindo substituição. Aliás é preciso parar de mimar os jogadores. Estamos sempre reféns dos feitos do passado. Jogador de futebol é funcionário do clube. Todos os dias tem que provar seu valor, sua permanência ali está atrelada a sua performance atual. Não aos dois gols que fez na final da Libertadores. Contra o Del Valle, no terceiro gol, Gerson levou um drible tão ridículo do jogador que seguiu e chutou sem nenhuma menção de aproximação de um defensor que, fosse com Arão, Léo Pereira ou Vitinho era RUA! Há uma seletividade com os perseguidos que impressiona. Quero deixar claro que citei dois jogadores diferentes dos perseguidos e não é nossa intenção persegui-los.

Não podemos esquecer as nuances que passamos atualmente ao analisar o todo. Há uma pandemia que impede de fazer diversas coisas com a mesma segurança de outrora. Estávamos na altitude. Não é a desculpa cabal! Não é nossa função passar pano, assim como não era da torcida do Barcelona após o 8×2. Não é terra arrasada! Daqui para semana que vem teremos quase uma semana para treinar o time. Teremos uma melhor performance, creio.

Não pode bradar aos quatro cantos “gelo no sangue” e vociferar contra o treinador que Braz escolheu. Se era para ficar com Abel Braga e Renato Gaúcho nem precisava de um diretor. Alguém, como noutro time aí, poderia ligar ao treinador e contratar se passando por um dirigente.

Muitas vezes, frente a situações de crise, o primeiro passo deve ser refletir.

 

Anderson Alves, O otimista.

Publicado em colunadofla.com.