Após 5º título no Fla, Juan diz que Zé Ricardo treina como grandes técnicos

Após 5º título no Fla, Juan diz que Zé Ricardo treina como grandes técnicos



Deu tempo para Juan entrar em campo e ainda participar do Fla-Flu decisivo. O zagueiro conquistou o seu quinto título pelo clube de coração e, aos 38 anos, confessa ter sentido emoção diferente, ainda que não seja mais um dos protagonistas. Reserva de Réver e Rafael Vaz, o experiente jogador, que trilhou bela carreira na Gávea ainda garoto e depois fez história no futebol europeu, falou esta segunda-feira no "Tá na Área" de projeto social a ser lançado em breve, mostra empolgação com nova estrutura do clube, elogia a forma de trabalhar do técnico Zé Ricardo, diz que o grupo se prepara para receber com carinho a joia Vinícius Júnior - "vai ser batizado como todos são" - e vê no título carioca de 2017 o início de uma nova fase para o clube.

- A emoção é a mesma, sempre fui torcedor do Flamengo, sinto a mesma coisa de quando tinha 20 anos, mas sinto um gostinho especial não só por mim, mas pelo que o Flamengo está passando, hoje é um exemplo de clube para todo o Brasil. Acho que, para o bem do futebol, esses times que fazem um trabalho diferente têm que ganhar, e o Flamengo precisava carimbar o primeiro título dessa nova gestão. 

Juan elogiou a estrutura que está sendo montada e a nova filosofia da diretoria. Não deixou de citar também o estilo de trabalho feito por Zé Ricardo. Do alto da experiência de quem conviveu com treinadores no mundo inteiro, deu ao atual comandante rubro-negro um status comum a grandes técnicos. 

- O Zé, apesar de ser novo, tem experiência boa de divisões de base. Conhece muito o clube, tem um leque de treinamentos muito interessante, a nível dos melhores treinadores que já tive. Isso faz muita diferença. O jogador precisa dessa motivação extra de exercícios novos, e taticamente ele passa muito bem o que ele cobra do time, e também tem uma vontade de se colocar no cenário nacional que motiva a gente também. A comissão dele é toda nova, a gente tem uma ligação que vai além de jogador-treinador, não tem muita distância. Claro que a última palavra é a dele, mas tem jogadores no elenco capazes de expor a opinião. Hoje em dia o jogador também gosta disso, é mais ativo, quer participar também, e tem dado certo.

Sobre a subida para o time profissional de Vinicius Júnior, a sensação de 16 anos praticamente negociada para o Real Madrid por R$ 156 milhões, não esconde a ansiedade em dar os primeiros conselhos ao jogador considerado pelo próprio zagueiro como uma "joia", e, como um dos líderes do elenco, avisa do carinho à sua espera. Mas não faltarão também as brincadeiras.

- O Vinicius não esteve com a gente ainda, não chegou a treinar com o grupo todo principal, agora ele vai ser efetivado, é uma joia que o Flamengo tem. Precisamos passar tranquilidade para ele poder colocar tudo aquilo que ele sabe no profissional também, acho que não vai ter muito mistério para ele porque é um grande jogador. Vai ser "batizado" como todos são, tem que se preparar, vai ser recebido com o maior carinho, lá já tem outros ex-companheiros de base, tem uma garotada com muito potencial, o pessoal que ganhou a Copinha ainda tem muito a dar pelo clube.

Juan não acredita que, após o título, a pressão, que certamente vai crescer, seja problema tanto para a garotada como para os mais experientes. E explicou a própria cobrança interna, feita pelo próprio elenco.

 - Pressão e Flamengo estão sempre juntos, ela mora lá no nosso CT. A primeira a pressionar a gente é a nossa torcida, são milhões de torcedores. O nosso grupo se cobrava muito por isso, o clube estava oferecendo toda a estrutura para a gente trabalhar. A gente tinha que dar uma resposta. No Brasileiro a gente bateu na trave. Agora, conseguimos. E essa cobrança é diária. Nos treinamentos cobramos empenho máximo de todos, do mais novo ao mais velho, é como se fosse jogo, fazer uma disputa sadia para fazer o Zé Ricardo escolher os melhores. Nós, que somos mais velhos, a gente sabe como é o futebol, é marcado por vitórias, e um grupo vencedor é aquele que é lembrado. Não adianta jogar bem, perder pouco e não ganhar. Temos elenco para chegar em todas.

Com o fim de carreira cada vez mais próximo, Juan já pensa no futuro, e ligado ao Flamengo. Por isso anunciou o lançamento de um projeto social para ajudar os carentes e poder devolver àqueles que o apoiaram no começo da carreira todo o carinho e atenção.

- Eu já vinha pensando em algum tempo em fazer uma coisa minha sempre relacionada ao Flamengo. E eu, com o pessoal da SMG, que faz minha assessoria, a gente elaborou uma marca. Quero muito trabalhar esse lado de projeto social, fazer alguma coisa pelas pessoas que tanto me apoiaram e apoiam ainda e gostam de mim, e até aqueles que também podem ser de outro time mas que necessitem de uma ajuda. O futebol me deu muita coisa, mudou minha vida, e eu tenho condições hoje de poder ajudar alguém. Tomara que dê certo, fiz minhas redes sociais para interagir mais com o torcedor e poder fazer ações sociais.