Após alto investimento, Flamengo tem apenas 38% de posse de bola contra o Fluminense

Após alto investimento, Flamengo tem apenas 38% de posse de bola contra o Fluminense

Por: Aguinaldo Junior

O Flamengo agiu forte no mercado de transferências para 2019. O intuito da diretoria era de fechar o elenco o máximo que pudesse, apesar de admitir que pode contratar outros jogadores no meio deste ano. Porém, mesmo após investir milhões no plantel — contratando Rodrigo Caio, Gabigol, Arrascaeta e Bruno Henrique —, o Rubro-Negro foi eliminado para o Fluminense, sendo dominado do início ao fim.

Dos reforços contratados para esta temporada, apenas Giorgian De Arrascaeta iniciou o clássico no banco de reservas. Embora tenha gastado muito no atual plantel, cerca de R$ 90 milhões ao todo, os torcedores viram um Flamengo diferente em campo, atuando de forma reativa, no contra-ataque. Não à toa, ficou apenas com 38,5% de posse de bola, enquanto o Flu obteve 61,5%, segundo o Footstats.

Na atual temporada, é a primeira vez em que o Flamengo fica com a porcentagem de posse de bola menor que o adversário. Até então, o Fla atuou contra Bangu, Resende, Botafogo, Boavista e Cabofriense, tendo 69,1%, 59,2%, 58,6%, 56% e 53%, respectivamente. Curiosamente, foi o primeiro revés do time comandado por Abel Braga.

O reflexo da pouca posse de bola também é visto no número de finalizações. O Tricolor carioca chutou a gol em dez oportunidades, sendo cinco certas, enquanto que o Rubro-Negro finalizou oito vezes, apenas três no alvo. Além disso, chama a atenção o fato do Fla ter dado mais passes errados: 36 a 35. Quanto aos passes certos, também vemos soberania da equipe comandada por Fernando Diniz: 423 a 267.

MAPA DE CALOR:

Ao analisar o mapa de calor de ambas as equipes, nota-se que o Flamengo procurou levar suas jogadas para as laterais, com o intuito de puxar contra-ataques em velocidade, principalmente com Bruno Henrique, que atuou um tempo pelo lado esquerdo e outro pelo lado direito. Já o Fluminense, impondo a filosofia de trabalho de Fernando Diniz, exerceu sua superioridade dominando o meio e trabalhando a bola na parte ofensiva do campo.