Arrascaeta e Jorginho fora: desfalques do Flamengo para o Fla‑Flu e alternativas de Filipe Luís

Os desfalques do Flamengo para o Fla‑Flu foram confirmados: Arrascaeta e Jorginho não estarão à disposição, ampliando a preocupação do clube em um clássico que exige ajuste rápido. Filipe Luís precisa remontar o meio‑campo e encontrar soluções que não comprometam a criatividade nem o equilíbrio da equipe.

Impacto no meio‑campo

Arrascaeta, peça-chave na criação e na aceleração das jogadas, e Jorginho, responsável por dar equilíbrio e proteger a defesa, têm perfis complementares. A saída simultânea dos dois reduz opções de passe, diminui a chegada de meias à área e compromete a transição entre defesa e ataque.

Sem esses jogadores, o Flamengo tende a perder fluidez no setor central e pode sofrer maior pressão nas saídas de bola. A comissão técnica terá de decidir entre repassar responsabilidades a um articulador único ou distribuir funções entre mais atletas para manter a dinâmica ofensiva.

Além do impacto técnico, há uma dimensão psicológica: a ausência de nomes com experiência em clássicos exige liderança de outros jogadores dentro de campo para segurar o ritmo e a confiança da equipe durante os 90 minutos.

Opções do elenco e possíveis formações

O plantel oferece alternativas claras. De La Cruz e Saúl Ñíguez aparecem como opções para assumir a criação; cada um traz características diferentes: De La Cruz mais inclinado à iniciativa e Saúl com controle de ritmo. Allan e Éverton Araújo podem suprir a proteção à defesa, dando estabilidade ao meio.

Carrascoal e Erick são outras peças que podem ser utilizadas conforme a necessidade: Carrascal para inventividade e Erick para presença física e chegada à área. A escolha pode resultar em uma formação mais combinativa, com um articulador, ou em uma solução mais robusta, com dois volantes e laterais avançando.

Outra solução possível é deslocar o jogo para as pontas, privilegiando transições rápidas e cruzamentos para o ataque, reduzindo a dependência de um criador central. Para isso, laterais com capacidade de apoio e atacantes que peguem a bola na frente ganham importância.

Preparação para o clássico

Na manhã deste domingo, 25/01/2026, os treinos foram focados em compactação defensiva, saídas rápidas e testes de combinações entre titulares e reservas. Filipe Luís e a comissão priorizaram exercícios para ajustar a segurança sem sacrificar a capacidade de criar chances.

Treinos fechados e simulações táticas devem servir para validar a escalação e as variações que serão levadas para o jogo. A definição da lista de relacionados e da formação final tende a ocorrer mais perto do confronto, conforme resposta dos jogadores nos treinos.

A torcida rubro‑negra acompanha com atenção: a expectativa é por soluções que unam organização e poder ofensivo, mesmo diante de perdas significativas como as de Arrascaeta e Jorginho.

O que muda na estratégia do Flamengo

A tendência é um Flamengo ligeiramente mais compacto, com laterais mais envolvidos no apoio e volantes com licença para avançar em momento adequado. A ideia é proteger a retaguarda sem abrir mão de infiltrações e transições rápidas que sempre foram marca do time.

Filipe Luís terá o desafio de equilibrar segurança e criatividade. Com opções no elenco, a aposta pode passar por distribuir responsabilidades e aumentar a participação coletiva, reduzindo a dependência de um único articulador no clássico.