Áudio do VAR reforça polêmica na expulsão de Carrascal e amplia cobrança sobre a arbitragem

A divulgação do áudio do VAR reacendeu a controvérsia sobre a expulsão de Jorge Carrascal na final da Supercopa Rei, quando o Flamengo perdeu por 2 a 0 para o Corinthians. Torcedores e analistas buscam explicações sobre a forma como a decisão foi construída e comunicada pela cabine de vídeo-arbitragem.

Áudio, condução e falhas técnicas

No material divulgado, o árbitro Rafael Klein repete termos ditos segundos antes pelo AVAR Cleriston Clay Barreto — como “mão fechada” e “atinge parte sensível” — o que alimentou a sensação de que a cabine orientou a decisão em vez de apenas sugerir uma revisão técnica. O lance, envolvendo Carrascal e Breno Bidon, foi avaliado no retorno do intervalo e resultou em cartão vermelho por conduta violenta.

A fala registrada na cabine causou choque entre torcedores e comentaristas:

“Eu vejo o jogador (Carrascal) fora da disputa da bola fazendo um movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário (Bidon), que é o rosto, ok? A minha decisão é cartão vermelho para o camisa 15, por conduta violenta”

Além da interpretação do áudio, houve problemas técnicos no Estádio Mané Garrincha: falta de imagem no telão, queda de energia na sala do VAR e operação por no‑break por cerca de 15 minutos. Entre os 15 e 34 minutos do segundo tempo, a partida seguiu sem VAR, e a expulsão só foi formalizada no reinício, deixando o Flamengo com um a menos durante toda a etapa final.

Repercussão, nota oficial e impacto para o Flamengo

Filipe Luís reagiu com um sorriso irônico e disse ter se surpreendido com a ação do VAR após o intervalo. A torcida cobra transparência sobre o diálogo entre a cabine e o árbitro Rafael Klein e quer entender como uma nova checagem foi inserida durante o intervalo.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota afirmando que “a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.”

Para o Flamengo, atuar o segundo tempo com um atleta a menos foi decisivo na perda do título. A combinação entre a imagem, o áudio divulgado e as falhas técnicas deixa perguntas sem resposta e amplia a pressão por maior transparência e melhor condução da arbitragem em decisões de alto impacto.