Torcedores hostilizaram Jorge Carrascal no Maracanã nesta terça-feira (26) antes da partida entre Flamengo e Cusco, pela sexta rodada do Grupo A da Libertadores. Vídeos registraram o protesto da Nação rubro-negra contra o meia colombiano momentos antes do jogo começar.
“Ô, Carrascal, vai se f***, o meu Flamengo não precisa de você!”, gritaram torcedores na arquibancada do estádio. O ataque direto refletia o acúmulo de frustrações: três cartões vermelhos em 2026 e episódios de comportamento fora de campo que irritaram a torcida.
O colombiano permaneceu no banco durante toda a partida. A decisão de Leonardo Jardim de preservá-lo não foi apenas tática. Carrascal estava suspenso pela expulsão que cometeu contra o Palmeiras na rodada anterior, quando levou o pé ao rosto do zagueiro Murilo. Naquele dia, o Mengão perdeu 3 a 0 e desperdiçou a chance de aproximar a briga do Brasileirão.
A punição interna e o protesto na rua
Após a derrota para o Palmeiras, o clube acionou a máquina punitiva. Carrascal recebeu multa administrativa nos vencimentos, medida que vai além das suspensões técnicas. O valor descontado do salário não foi divulgado, mas o gesto deixou claro que o Mengão não toleraria mais deslizes.
A reação foi dupla. O jogador pediu desculpas nas redes sociais, reconhecendo o erro. A comissão técnica considerou o caso encerrado sob o aspecto disciplinar. Porém, a Nação rubro-negra tinha pendências maiores: a festa que Carrascal organizou logo após a derrota incendiou as redes sociais.
Torcedores foram até a porta do condomínio do meia para cobrar responsabilidade, mas não o encontraram. A hostilização no Maracanã era a continuação desse protesto acumulado. Não era apenas sobre um cartão vermelho ou uma festa isolada — era sobre o padrão de comportamento.
Saída já é realidade em negociações do Mais Querido
Nas sombras do que acontecia no gramado, o Flamengo já tratava Carrascal como peça descartável. O clube colocou o colombiano na lista de negociáveis e planeja sua saída iminente. O investimento inicial na contratação foi de €12 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões), um custo considerável que o Mengão agora busca recuperar.
A estratégia passa pela convocação de Carrascal para a Copa do Mundo. O clube pretende usar o momento de visibilidade internacional para valorizar o atleta antes de vendê-lo. A suspensão contra o Cusco, portanto, não foi apenas questão de regulamento — foi também gestão de ativo.
O próprio jogador pediu para deixar o clube. Nesse cenário, a hostilização na arquibancada do Maracanã marca um ponto final simbólico. A Nação rubro-negra já havia se despedido antes mesmo da confirmação oficial da saída.
No campo, Leonardo Jardim escalou De La Cruz como meia de criação. Com Arrascaeta ausente e Carrascal banido, o técnico montou o time considerando não apenas a tática, mas o clima insustentável ao redor do colega. Flamengo e Cusco jogavam por uma formalidade: o Mengão já estava classificado com 13 pontos, enquanto o time peruano estava eliminado com apenas 1 ponto no grupo.
A noite de terça no Maracanã encerrou um ciclo turbulento. Carrascal saiu do banco antes mesmo do fim do jogo, derrubado por um protesto que o clube não conseguiu conter e que o próprio atacante não conseguiu evitar.

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