Jorginho e a expulsão que divide: CBF divulga áudio do VAR sobre pênalti no 2 a 2

A CBF tornou público o áudio do VAR que detalha a análise sobre a expulsão de Jorginho e o pênalti convertido por Neymar no empate por 2 a 2 entre Santos e Flamengo. O material revelou o diálogo entre o árbitro Anderson Daronco e o VAR Rodolpho Toski, reabrindo o debate sobre decisões que marcaram a 29ª rodada do Brasileiro e reforçando críticas do Mengão sobre a aplicação do critério “Dogso” (impedir uma oportunidade clara de gol).

No áudio divulgado, Daronco afirma: “Não faz (falta), mesmo critério de lá.” Em resposta, Toski argumenta: “Não temos um ‘Dogso’ claro porque são bolas disputadas.” O AVAR, assistente de vídeo arbitragem, complementa com a observação: “Se usou a mão, não tem disputa.” Depois, Toski retorna à conversa sugerindo: “Sugiro revisão por ‘Dogso’.”

O diálogo coloca em evidência como o critério de “Dogso” foi considerado durante a análise e sua conexão direta com a validade do pênalti que sacramentou a decisão. A sequência de falas mostra hesitação e reavaliação por parte dos árbitros, alimentando a narrativa de um lance controverso que custou caro para o Mais Querido.

A expulsão de Jorginho e o pênalti que mudou o resultado

Jorginho recebeu o cartão vermelho aos 27 minutos do segundo tempo por uma mão na área. O lance ocorreu em um momento em que o Flamengo vencia por 2 a 0, com gols de Danilo e Lucas Paquetá marcados no primeiro tempo. A expulsão deixou o rubro-negro em desvantagem numérica e abriu caminho para a virada do Santos.

Neymar, que entrou apenas no intervalo, aproveitou a oportunidade e converteu dois pênaltis consecutivos, igualando a partida em 2 a 2. O desempenho do atacante destacou-se, mas o Flamengo concentrou suas críticas não na qualidade da virada santista, mas na condução arbitral do jogo. Com o resultado, o clube ficou com 61 pontos e teve a liderança mais pressionada na tabela.

Jorginho posteriormente admitiu em entrevista que o Flamengo tem responsabilidade pelo empate. Contudo, a posição do clube não aliviou a tensão gerada pelas decisões arbitrais, levando a CBF a divulgar o áudio como forma de transparência.

Flamengo questiona outros lances da partida

Além da expulsão de Jorginho, o Mengão apontou problemas em outros momentos da Vila Belmiro. O clube reclamou da não expulsão de Álvaro Barreal, que cometeu uma entrada considerada violenta sobre Carrascal e recebeu apenas cartão amarelo. O incidente ocorreu ainda no primeiro tempo e, segundo a avaliação do clube, teria merecido a expulsão direta.

Outro ponto de crítica foi a falta não marcada sobre Neymar, que o Flamengo identificou como a origem do segundo pênalti. O clube argumenta que, se aquele lance tivesse sido sancionado adequadamente, a sequência de eventos seria diferente. O Flamengo divulgou nota oficial 24 horas depois do empate questionando explicitamente o critério de Anderson Daronco e de Rodolpho Toski Marques.

A movimentação rubro-negra encontrou eco na torcida. Léo Pereira, zagueiro do Mengão, curtiu publicação que acusa erros da arbitragem após o 2 a 2, sinalizando insatisfação interna com as decisões.

A divulgação do áudio pela CBF intensificou a discussão sobre a eficácia do VAR em momentos decisivos. O material colocou em xeque não apenas a aplicação do critério “Dogso”, mas também a consistência das escolhas arbitrais ao longo da partida. Para a Nação rubro-negra, o documento reforçou a percepção de que arbitragem e VAR influenciaram diretamente um resultado que poderia ter consolidado a liderança do clube.

Enquanto o debate sobre o áudio se desenrola, o Mengão já iniciou sua preparação para o clássico com o Fluminense no Maracanã. O elenco se reuniu e trabalha para deixar para trás a frustração do empate, buscando retomar o caminho das vitórias em confronto direto contra o rival tricolor.