Passo à frente
Poupados por opção física e tática do Leonardo Jardim, Lucas Paquetá e Pedro precisaram apenas de um minuto em campo para mostrar o quão podem fazer a diferença, na última quarta-feira. Ironicamente, eu já estava escrevendo pros meus amigos flamenguistas que jamais tiraria o Arrascaeta daquele jogo, apesar de não estar fazendo uma boa partida, quando saiu a falta e, na sequência, o gol de empate. Isso mostra porque eu sou advogado, e não técnico de futebol.
Enquanto o Flamengo do 1º tempo estava lento na transição, apesar das boas chances criadas, foi após o gol cruzeirense (golpe de vista do Rossi ou mérito do Arroyo Chuí?) que a coisa melhorou pro nosso lado. Penso que poderíamos até ter saído com a vitória, mas eu confesso que eu negociaria aquele 1×1, sim, senhor.
O jogo foi bem controlado pelo Flamengo. Nalguns momentos da partida, lembrou o Flamengo do Filipe Luís, com Plata e Lino, BH enfiado, e uma forte marcação defensiva. Os riscos de corremos foram poucos e o gol do Cruzeiro nasceu talvez da única finalização certa do time mineiro na partida.
Meu grande receio pro jogo de volta é o acaso: um pênaltizinho bobo, um gol besta, um empate que leva a decisão para os pênaltis… Fora isso, o Flamengo deu um bom passo à classificação não somente porque decide em casa, mas também pela boa partida jogada contra o mesmo adversário, na casa deles.
E olha que interessante: essa Libertadores está esquisita. Arrisco dizer que a Copa Sul-Americana tem uns times até mais cascudos do que essa edição da “Glória Eterna”. Do outro lado da chave, francamente, só vejo o Palmeiras como forte oponente em uma eventual final. Se o Flamengo passar às quartas e a Conmebol deixar o Palmeiras ser eliminado pelo Cerro Porteño, equipe do coração do presidente da entidade, nosso favoritismo aumenta.
Rumo ao penta, Mengo!
Canhões e canudos
Uma vitória protocolar sobre o Vitória. Um 2×0 que começou com aquela impressão de goleada certa, que acabou não se concretizando por um motivo que todos nós sabemos: a enorme distância entre intensidade e eficiência que paira sobre o Mengão.
O golaço de longe de Pulgar suscita o seguinte questionamento: por que ele não chuta mais de fora da área? Por que ele não é o cobrador de faltas oficial do time? Nosso amado Arrascaeta faz um gol de falta a cada dois anos, enquanto Pulgar não é debutante em gol de longa distância.
Fora o questionamento acima, também podemos ter esperança de que dias melhores virão na lateral-esquerda, com a (finalmente!) boa partida feita pelo Ayrton Lucas. O Beijinho marcou, correu, driblou, cruzou e voltou a lembrar os bons momentos vividos em 2023, quando brevemente usou a Amarelinha em razão dos préstimos mostrados no Mengo.
O segundo tempo arrefeceu e Bruno Henrique, sempre ele, fechou os três pontos e evitou que o Vitória aprontasse alguma palhaçadinha nos minutos finais, o que seria péssimo, dado que o “VARmeiras” tropeçou e voltamos a depender só da gente no Brasileiro.
Rumo ao deca, Mengo!
Isto posto,
Saudações Rubro-Negras!

Ricardo Santoro Nogueira, 39 anos, casado, nascido em Brasília/DF, é advogado e exageradamente flamenguista. Herdou de seu pai este viciante hábito de ocupar 90 min. assistindo ao Mais Querido. É fã de Zico, Adriano, Arrascaeta e Bruno Henrique, entre outros que também mereceriam destaque. Quase morreu em 2019, mas passa bem.