Cusco chega ao Maracanã com jejum de 13 anos longe de casa na Libertadores

O Cusco chega ao Maracanã nesta terça-feira (26) carregando um fardo histórico: não vence um jogo da Copa Libertadores fora do Peru há 13 anos. A última vitória como visitante aconteceu em 26 de fevereiro de 2013, quando a equipe derrotou o Tolima por 1 a 0, com gol de Yosimar Salazar nos acréscimos. O atacante está aposentado desde então.

Desde aquele resultado, o Cusco disputou 12 partidas pela Libertadores longe de casa. O saldo é desolador: zero vitórias, um empate e 11 derrotas. Isso representa um aproveitamento de apenas 3% em quase uma década e meia de competições internacionais. Nenhum outro grande torneio sul-americano impõe tanto peso a um clube visitante quanto a Libertadores, e o Cusco carrega esse ônus como poucos.

O Flamengo, por sua vez, entra em campo buscando aproveitar a vulnerabilidade do adversário. O Mais Querido lidera o Grupo A com 13 pontos e já está classificado para as oitavas de final. A partida de hoje é a sexta e última rodada da fase de grupos, e o Mengão mira finalizar com 100% de aproveitamento diante de um time que já se despediu da competição.

Cusco chega eliminado e sem recursos

O panorama do Cusco na competição não poderia ser mais crítico. Com apenas 1 ponto em cinco rodadas, a equipe peruana ocupa a lanterna do Grupo A e matematicamente já está fora. O Estudiantes (ARG) tem 7 pontos e o Independiente Medellín (COL) contabiliza 6 pontos — ambos garantidos no playoff.

Essa eliminação precoce reflete não apenas o resultado dos jogos, mas a incapacidade do Cusco em competir ao nível das outras equipes do grupo. Jogar fora de casa na Libertadores sempre foi um desafio para clubes andinos, que enfrentam viagens longas e condições climáticas adversas. Mas o jejum de 13 anos vai além disso: indica uma dificuldade estrutural em se adaptar a ambientes hostis, algo fundamental em uma competição que exige regularidade e consistência.

O Flamengo tem plena consciência disso. Mesmo com dúvidas sobre a disponibilidade de alguns jogadores — Arrascaeta, Paquetá e Pulgar seguem sendo monitorados — o elenco rubro-negro sente-se confortável diante da missão. O time já está classificado, o que permite gerenciar esforços, mas a expectativa dentro do clube é de uma vitória convincente que encerre a fase de grupos de forma impecável.

Números que favorecem o Flamengo

As projeções confirmam o favoritismo da Nação rubro-negra. Seis inteligências artificiais consultadas previram vitória do Flamengo — 6 em 6. O placar mais projetado é 2 a 0, enquanto a inteligência artificial Claude projeta um resultado ainda mais elástico: 3 a 0.

Esses números não surgem do vácuo. Refletem a diferença técnica entre os elencos, a superioridade do Flamengo em casa — o Maracanã é uma fortaleza — e a fragilidade histórica do Cusco longe de seus domínios. Quando um visitante não vence há 13 anos em uma competição, as estatísticas trabalham contra ele de forma implacável.

Jorge Carrascal, um dos destaques do Flamengo na temporada, não estará disponível. O colombiano foi convocado pela seleção para a Copa do Mundo e está suspenso. Ainda assim, o elenco disponível é suficiente para superar um Cusco que enfrenta a partida sem motivação competitiva — o time já sabe que vai para casa em último lugar do grupo.

A reapresentação no Mengão foi imediata após a derrota de 3 a 0 para o Palmeiras, que intensificou a pressão sobre o elenco. Hoje, contra um Cusco eliminado e sem vitórias fora de casa há uma era inteira, o Mengão busca canalizar essa pressão em uma atuação convincente. O confronto acontece às 21h30, no Maracanã, pela sexta rodada do Grupo A.