Descompasso

Descompasso

A atual instabilidade do futebol rubro-negro contrasta com qualquer Flamengo que já foi campeão. A vitória exuberante, o empate com bom futebol, ou a derrota injusta, passam longe das vistas do torcedor neste momento. O que resta é uma confusão de sentimentos, uma sucessão de achismos e uma gigantesca esperança.

Na temporada passada, por um breve período de tempo, contentamo-nos ao ver um time que, indubitavelmente, nos traria o sorriso. Gabriel fazendo gols, Muralha na seleção, Fernandinho resolvendo, viradas espetaculares e constância na tabela. De repente, algo começou a mudar. A desclassificação na Sulamericana, em casa, perante um time inexpressivo, e um empate no Maracanã perante um fraco Corinthians, foram o aviso de que faltava alguma coisa. Até aí tudo bem, estávamos no lucro diante do que era esperado no começo da temporada. Alguns ajustes para temporada seguinte, e aí, meu irmão, ninguém nos seguraria.

Se Márcio Araújo limitava o time, agora temos Rômulo. Se Gabriel não era o bastante, agora temos Berrío. E agora? Vieram Vitórias convincentes? Uma, talvez. Solidez na formação do time? Nem perto. Variação de jogo? O que vejo se parece mais com times alternativos escalados a partir de um sorteio de nomes com papeizinhos dobrados. Se acho que devemos tirar o Zé? Não. Se acho que algumas contratações não vingaram? Não acho, talvez ainda seja cedo para dizer. O que eu acho? Não sei amigo, só sei que algo não se encaixa, e o que mais me incomoda é que eu não faço ideia do que cornetear.

João Ricardo.