Diversidade e inclusão: bancada feminina do Flamengo propõe mudanças nos conselhos do clube

Alterações foram sugeridas por meio de duas emendas

Aproveitando a abertura para propostas de reforma no estatudo do Flamengo, a bancada feminina do Conselho Deliberativo do clube propôs mudanças por meio de duas emendas. Entre as sugestões estão a inclusão de cotas para negros e mulheres nos Conselhos e a adoção de uma linguagem inclusiva de gênero para que não haja discriminação.

De acordo com a bancada, pessoas negras e mulheres são imensa minoria nos Conselhos do clube e é preciso reduzir a desigualdade no ambiente político do Fla. Além disso, a introdução de uma linguagem inclusiva de gênero no Estatuto e no regimento interno fazem parte do “dever do clube de promover a diversidade”. A informação é do jornal O Globo.

A partir disso, as propostas serão encaminhadas ao presidente do Conselho Deliberativo, Sr. Antônio Alcides Pinheiro, e aos membros da Comissão Permanente de Estatuto. O texto que propõe as mudanças destaque que “é mais do que sabido” que os integrantes dos Conselhos são todos homens e brancos. Dados ainda afirmam que menos de 5% do total dos componentes são mulheres ou negros nos Conselhos Deliberativo e no de Administração.

Confira abaixo as emendas que sofreriam alterações:

-Art. 87. O corpo transitório é constituído de, no mínimo, sessenta membros efetivos, com um mínimo de 12 mulheres ou pessoas pretas, e vinte suplentes, com um mínimo de 4 mulheres ou pessoas pretas, eleitas e eleitos dentre os associados das categorias Patrimonial, Laureado/Laureada e Contribuinte. Serão incorporados ao corpo transitório os/as vinte primeiros/primeiras associados/associadas que figurarem na chapa segunda colocada, com um mínimo de 4 mulheres ou pessoas pretas – os/as quinze primeiros/primeiras como efetivos/efetivas, com um mínimo de 3 mulheres ou pessoas pretas e os/as cinco subsequentes como suplentes, com no mínimo uma mulher ou uma pessoa preta – desde que a soma dos votos das chapas vencidas atinja vinte por cento dos votos válidos, excluídos do “quorum” os votos em branco.

-Art. 98. O corpo transitório é constituído de, no mínimo, quarenta e oito membros efetivos, com um mínimo de 9 mulheres ou pessoas pretas, e vinte e quatro suplentes, com um mínimo de 4 mulheres ou pessoas pretas, eleitos/eleitas entre os/as associados/associadas das categorias Benemérito/Benemérita, Emérito/Emérita, Laureado/Laureada, Remido/Remida, Proprietário/Proprietária, Patrimonial e Contribuinte. Serão incorporados ao corpo transitório os dezoito primeiros/primeiras associados/associadas que figurarem na chapa segunda colocada – os doze primeiros/ primeiras como efetivos/efetivas, com um mínimo de 2 mulheres ou pessoas pretas e os seis subsequentes como suplentes, com no mínimo 1 mulher ou uma pessoa preta – desde que a soma dos votos das chapas vencidas atinja vinte por cento dos votos válidos, excluídos do “quorum” os votos em branco.

Fonte: https://colunadofla.com/2022/06/diversidade-e-inclusao-bancada-feminina-do-flamengo-propoe-mudancas-nos-conselhos-do-clube/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=diversidade-e-inclusao-bancada-feminina-do-flamengo-propoe-mudancas-nos-conselhos-do-clube