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É HORA DE DAR TCHAU

Vexame, vergonha, patético, ridículo, escolham qualquer adjetivo para a atuação do Flamengo ontem e garanto que qualquer uma ainda será pouco para o que vimos dentro de campo.

O espanhol conseguiu destruir tudo de bom que existia neste elenco, e não me venham dizer que com o JJ o time já estava jogando mal. Concordo que vinha mal, mas perdeu? Sofreu um caminhão de gols? O que tinha era falta de ritmo e pequenos ajustes que com o tempo colocaria o time nos eixos.

O espanhol conseguiu destruir o principal fator defensivo que essa equipe tinha e que fazia o time ter mais posse de bola, a chamada bola coberta e bola descoberta. Ele simplesmente mudou isso na defesa e faz os defensores correrem para trás nessa marcação, justamente o que facilita o adversário a ter espaços e entrar na nossa defesa.

Ontem o Del Valle finalizou 20 vezes, 11 delas na direção do gol e 9 foram de dentro da área. Um time espaçado, sem jogadas ensaiadas, sem raça, sem vontade, apático e totalmente desorganizado. Esse é o Flamengo versão Torrent.

Comparo o trabalho dele ao que o Abel Braga fez quando assumiu no lugar do Dorival Júnior, naquele momento toda a organização que o Dorival havia dado á equipe o Abel destruiu e vimos como foi a sua breve passagem pelo Flamengo.

Pois Domènec faz o mesmo, foi algo como tirar um chip e colocar outro, deu um reboot na máquina como se tivesse pego uma terra arrasada, e não era esse o caso. A equipe precisava de um melhor condicionamento físico e ritmo de jogo para continuar jogando como já estava acostumada. Mas o espanhol achou que deveria logo de cara mudar tudo e colocar seus conceitos do dia para a noite.

E ao fazer isso acabou com o time, tirou a confiança dos jogadores, começou a mexer sem ter um padrão e o tal rodízio (que já existia) sem nenhum sentido. Você jogou bem hoje e no próximo jogo você está no banco, querendo ou não isso faz com que o jogador não se sinta a vontade.

Da mesma forma que um técnico potencializa as qualidades de seus atletas, ele também pode potencializar os defeitos, e com toda as mudanças que o Torrent fez, acabou por potencializar todos os defeitos de todos os jogadores do Flamengo. Os erros individuais não acontecem por acaso, como um dos mentores do Barcelona disse lá atrás, a bola não entra por acaso. E se está entrando na nossa meta é por conta de decisões totalmente erradas de alguém que começa como técnico agora.

Somado a tudo isso o nosso VP de Futebol resolve se candidatar à vereador pelo Rio de Janeiro, qual o seu real foco neste momento? Vai assumir que errou na escolha do treinador? Vai continuar com gracinhas nas redes sociais? Quando vence é legal dar entrevistas, fazer dancinha, gravar vídeos. Nas derrotas ninguém aparece e ontem após o vexame colocaram o Isla que acabou de chegar para botar a cara.

Os bastidores estão fervilhando, pediram tanto o Flamengo de volta que ele voltou com tudo, conchavos do Landim para ganhar eleição com membros da corja que comandou as bagunças de outrora, e que em 2019 foram para debaixo do tapete com os títulos. Mas com os seguidos vexames não tem mais como esconder. Uma diretoria que faz agrado à políticos, que esquece seu torcedor, que é um poço de soberba e vaidade e que na hora da derrota e dificuldade se esconde.

Vencer é muito fácil, se manter no topo é complicadíssimo, mas é nas derrotas que os verdadeiros campões mostram sua face. A que estamos vendo é daquele antigo Flamengo, o da bagunça, da briga pelo poder, da vaidade e da desorganização.

Agora os senhores Landim, Bap e Braz tem uma decisão a tomar: manter o treinador e convicção de que pode melhorar pensando na próxima temporada ou demiti-lo e colocar toda a culpa no espanhol. A torcida terá paciência para mais vexames? A minha eu posso dizer que já acabou.

P.S.: Vou me afastar por tempo indeterminado do site FlamengoRJ por questões profissionais. Aqui fiz amigos, pude cornetar e escrever minhas bobagens por um longo tempo. Um forte abraço à família FLARJ. Nos vemos por aí. Não é uma despedida, apenas um até breve. Saudações Rubro-Negras!

Escrito por Marcelo Neves