O Flamengo traçou uma linha clara no mercado: Evertton Araújo sai por 20 milhões de euros ou não sai. A diretoria do Mais Querido comunicou de forma direta que não aceita nem conversar por valores menores que esse patamar, independentemente de qual seja o interessado europeu. Até o momento, nenhuma proposta formal chegou ao clube carioca, mas Milan e Juventus aparecem no radar de potenciais compradores do volante.
A postura é reflexo de uma realidade que sustenta a estratégia negocial do Mengão: o clube não está pressionado a vender. A estabilidade financeira permite manter preços firmes e aguardar ofertas que façam sentido. Se ninguém bater a quantia exigida, Evertton continua aqui, cumprindo seu contrato até dezembro de 2028, período em que segue como peça fundamental no elenco.
O valor que Jardim ajudou a construir
Evertton nem sempre foi visto com a relevância que tem hoje. Sua consolidação como titular do Flamengo veio com a chegada de Leonardo Jardim no comando técnico. O volante ganhou consistência dentro das funções que o técnico demanda, evoluindo na precisão de passes e no vigor físico necessário para atuar no meio-campo do Mengão. Essa melhora de desempenho é o que explica, em grande medida, por que estrangeiros como Milan e Juventus agora monitoram seu trabalho.
Um representante do Milan esteve no Maracanã durante a partida entre Flamengo e Coritiba especificamente para observar o jogador em ação. A presença não foi casual: os italianos buscam reforços para o setor de volantes, e Evertton encaixa no perfil que procuram. A janela de transferências se abre apenas em 20 de julho, mas as movimentações já começam, e o clube da Série A não quer ser pego de surpresa.
Mercado europeu, avaliação local
Os 20 milhões de euros estipulados pelo Flamengo equivalem a R$ 116,5 milhões em conversão direta. Para um clube italiano como o Milan, acostumado a desembolsos robustos, não é valor proibitivo. O problema está em confirmar que o interesse será convertido em ação concreta. Juventus, outra gigante que supostamente monitora o volante, também terá de comprovar seriedade nas tratativas.
A diretoria do CRF conhece bem como funciona o mercado europeu: muita observação, pouca oferta real. Por isso, mantém a avaliação firme. Qualquer clube que queira iniciar negociações sabe exatamente qual é o piso para conversa. Não há espaço para surpresas ou renegociações para baixo.
Esse posicionamento também reflete a importância que Evertton ganhou no projeto atual do Mengão. Não é um jogador descartável ou excedente. É peça de primeira linha, regularidade tática. Se sair, sai caro. Se ficar, o Flamengo segue com uma opção consolidada no meio-campo.
A próxima janela de transferências vai de 20 de julho a 11 de setembro. Até lá, a Nação rubro-negra saberá se Milan, Juventus ou outro clube europeu estão dispostos a desembolsar o que o Flamengo exige para liberar seu volante. Enquanto isso, Evertton segue em Brasília, desenvolvendo seu trabalho sob as ordens de Leonardo Jardim, que o transformou em jogador que atrai atenção do velho continente.

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