Neste domingo, 17 de maio, o Flamengo enfrenta o Athletico Paranaense na Arena da Baixada, pela Série A. O confronto reacende memória de duelos épicos entre Mengão e Furacão — desde a conquista continental até goleadas históricas que moldaram o retrospecto entre os clubes.
O capítulo mais recente e definitivo dessa rivalidade foi escrito em 29 de outubro de 2022, no Estádio Monumental de Guayaquil. Gabriel Barbosa marcou o gol que deu ao Flamengo o tricampeonato da Copa Libertadores, derrotando o Athletico por 1 a 0 na final. Aquele jogo consolidou a superioridade rubro-negra em um momento de máxima importância, elevando o confronto a palco continental e deixando marca indelível na história de ambos os clubes.
Mas há mais. Em 14 de agosto de 2022, no Maracanã, o Mais Querido aplicou uma goleada de 5 a 0 no Furacão. Fabrício Bruno marcou duas vezes, e Ayrton Lucas, Lázaro e Pedro completaram a festa rubro-negra. Foi a maior goleada registrada entre os clubes em tempos recentes, demonstração de força que reafirmou a superioridade técnica do Mengão naquele período.
Os duelos recentes: Copa do Brasil 2022 e equilíbrio histórico
Antes da final da Libertadores, Flamengo e Athletico já haviam se cruzado nas quartas de final da Copa do Brasil em 2022. A ida terminou empatada sem gols no Maracanã, em 27 de julho. Na volta, disputada em 17 de agosto, o Flamengo venceu por 1 a 0 e avançou na competição, confirmando superioridade em mata-mata.
Levantamentos da imprensa até outubro de 2022 apontavam histórico equilibrado entre os clubes: 29 vitórias do Flamengo, 26 do Athletico Paranaense e 18 empates. Esse balanço revela uma rivalidade genuína, sem domínio esmagador de um lado. O Furacão, porém, tem passado notável de vitórias contra o Mais Querido.
Em 11 de agosto de 2001, o Athletico venceu o Flamengo por 4 a 0 na Arena da Baixada, numa das maiores goleadas do Furacão sobre o Rubro-Negro. Aquele resultado marcou época e ainda é citado quando se fala em confrontos memoráveis entre as equipes.
Jogadores que transitaram entre as duas camisas
O histórico não se resume a números. Nomes ilustres vestiram ambas as camisas ao longo dos anos. Adriano Imperador foi ídolo do Flamengo na década de 2000 e, em fase posterior de sua carreira, defendeu o Athletico-PR em 2014. Kléberson, revelado pelo Furacão no final dos anos 1990, também passou pelo Flamengo.
Rhodolfo começou no Athletico e anos depois integrou o elenco rubro-negro em passagem de destaque em 2017. Pedro Rocha atuou pelo Flamengo e depois defendeu o Athletico entre 2021 e 2022. Dênis Marques, Camacho e Geuvânio também transitaram pelos dois clubes, criando uma teia de conexões que reforça a proximidade histórica entre as instituições.
O Athletico em 2026: força na Arena da Baixada
O Athletico Paranaense, fundado em 26 de março de 1924, é uma potência histórica do futebol brasileiro. Campeão do Campeonato Brasileiro em 2001, conquistou a Copa do Brasil em 2019 e bicampeão da Copa Sul-Americana em 2018 e 2021, entre outros títulos.
Na temporada 2026, o Furacão vem disputando posição no G-4/G-5 da Série A, próximo dos 23 pontos nas últimas rodadas. O atacante Kevin Viveros é o principal artilheiro do clube e figura de maior destaque na imprensa. Lucas Esquivel, na defesa, e Bruno Zapelli, no meio-campo, também aparecem entre os nomes em evidência. O treinador Odair Hellmann comanda a equipe com contrato estendido até o fim do ano.
A Arena da Baixada é reduto do Furacão e palco de duelos intensos. Em 2018, o Athletico registrou público recorde na casa em jogo internacional, reforçando a importância da torcida paranaense nas competições que o clube disputa.
O confronto de amanhã na Arena da Baixada promete repetir o padrão de intensidade que caracteriza os duelos entre Flamengo e Athletico. Seja pela disputa por pontos na Série A, seja pela memória dos embates continentais, o Mengão terá de estar atento contra um Furacão que conhece bem as potencialidades rubro-negras e deseja somar três pontos diante da Nação rubro-negra.

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