A diretoria do Flamengo comunicou nesta quarta-feira a grande maioria dos funcionários com carteira assinada que eles entrarão em férias coletivas, do dia 23 de março ao dia 14 de abril, prazo que pode se ampliar por mais dez dias, em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A informação foi publicada inicialmente pelo Globoesporte.com.

Aviso entregue aos funcionários Foto: Reproduçãoß

O acordo entre o clube o Sindiclubes - Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro - foi firmado no último dia 23 e considerou e "estado de calamidade pública". As férias nesses moldes não englobam os atletas de futebol nem todos os funcionários, mas grande parte deles.

O pessoal da segurança, da rouparia, assim como massagistas do futebol estão entre os que serão liberados de forma compulsória Profissionais do setor de recursos humanos e do financeiro do Flamengo serão mantidos, mesmo que em home office. No futebol, os funcionários que fazem parte da comissão técnica também não serão todos liberados.

O técnico JorgeJesus viajou na segunda-feira para Portugal com parte de sua comissão técnica, já com a informação de liberação informal do Flamengo, que prevê férias assim que se chegar a um acordo com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf). O elenco voltaria no dia 21 de abril, conforme comunicado interno divulgado, e informado primeiramente pelo jornal "O Dia".

O clube ainda não comunicou formalmente o início do período de férias do treinador e dos jogadores pois se baseia na medida provisória emitida essa semana pelo presidente Jair Bolsonaro. No artigo 11, fica determinado ao empregador conceder férias coletivas com notificação com antecedência mínima de 48 horas até o início das mesmas. Como a questão da redução salarial ainda não foi superada, o clube aguarda para fixar a data inicial. Na prática, ela começou na segunda-feira, 23.