Flamengo reduz permanência em Cusco para minimizar efeitos da altitude

O Flamengo já montou sua estratégia para lidar com um dos grandes desafios de sua estreia na Libertadores 2026. Contra o Cusco, no dia 8 de abril, no Estádio Garcilaso, o Rubro-Negro vai reduzir ao máximo o tempo de permanência na cidade peruana: a comissão técnica planeja chegar apenas na noite anterior ao jogo e partir na manhã seguinte ao confronto. A medida busca minimizar os efeitos fisiológicos da altitude.

O Estádio Garcilaso fica entre aproximadamente 3.350 e 3.399 metros acima do nível do mar, o que impõe dificuldades reais ao rendimento físico dos atletas. Em ambientes com essa altitude, o corpo enfrenta déficit de oxigênio que causa fadiga extrema, falta de ar, dor de cabeça, tonturas e até vômitos. Além disso, a bola torna-se mais veloz, alterando dinâmicas de passes e finalizações. Reduzir a exposição do elenco a essas condições antes do jogo é uma prática comum entre clubes que disputam competições sul-americanas.

O Cusco será um adversário incomum. O time estreia também na Libertadores, mas passou por turbulência técnica recentemente: perdeu seu treinador, Miguel Rondelli, para o Melgar, que pagou pela rescisão contratual. Até o momento, o clube peruano ainda não anunciou o substituto no comando. Apesar da falta de estabilidade no setor técnico, o Cusco terá a vantagem natural do fator altitude, que afeta visitantes com muito mais intensidade.

A estreia rubro-negra na Libertadores é apenas a primeira parada do Flamengo em sua semana cheia. Antes, no dia 2 de abril, a equipe enfrenta o Red Bull Bragantino pelo Brasileirão, após a Data FIFA. Esse calendário comprimido torna a estratégia de economia de energia em Cusco ainda mais relevante para o desempenho geral do mês.