A venda de Allan ao São Paulo esfriou depois que o Flamengo decidiu segurar a negociação por preocupação com a saúde financeira do clube comprador. Mesmo com acordo esportivo e bases salariais alinhadas, o Rubro-Negro tem prioridade em evitar negócios que possam comprometer sua previsibilidade financeira.
Por que o Flamengo barrou a venda
A diretoria do Flamengo não questiona o interesse esportivo do São Paulo em contar com Allan para 2026, mas a decisão foi tomada após análise de crédito e avaliação de risco. Dados recentes do rival paulista, como déficit de R$ 287,6 milhões em 2024 e endividamento próximo de R$ 912 milhões, acenderam alertas na Gávea.
Com política de austeridade e foco na responsabilidade fiscal, o clube optou por exigir garantias antes de autorizar a saída do volante. Segundo apurações, havia entendimento entre o estafe do jogador e o São Paulo, mas a incerteza sobre o cumprimento dos pagamentos travou o fechamento.
Impacto para Allan e os próximos passos
Allan segue disponível para negociação, mas qualquer avanço dependerá da apresentação de mecanismos seguros de pagamento ou garantias que protejam o Flamengo. A indefinição mantém o meio-campista no radar do clube até que haja segurança financeira.
Enquanto isso, o Flamengo monitora propostas e prioriza não comprometer sua estabilidade. A definição sobre a venda de Allan só deve ocorrer quando houver clareza e confiabilidade nas condições econômicas apresentadas pelo comprador.