Flamengo ignora provocação do Palmeiras e não responde vídeo de Boto

O Palmeiras publicou um vídeo provocativo em suas redes sociais na segunda-feira (13) que retomava críticas do diretor de futebol do Flamengo, José Boto, sobre arbitragem em partidas anteriores. Segundo a ESPN, o conteúdo era uma resposta às declarações de Boto que haviam gerado tensão entre os clubes. O Rubro-Negro, porém, escolheu o silêncio: não respondeu à postagem e tratou a mensagem como uma simples provocação, uma “piaca” e “gozação” sem maiores consequências.

A ironia do Palmeiras era direta. O vídeo usava a frase “Parabéns pela autocrítica” para zombar de Boto, destacando reclamações do executivo sobre a qualidade das arbitragens em diferentes situações. A tensão entre os clubes havia aumentado semanas antes, quando a CBF e a Polícia Militar autorizaram o adiamento do clássico entre Flamengo e Fluminense. O Palmeiras imediatamente manifestou descontentamento público com a decisão, alegando receber tratamento diferenciado em comparação com outras equipes.

Boto não deixou a crítica do Verdão em branco. O diretor de futebol rubro-negro respondeu chamando o Palmeiras de “chorões profissionais”. A declaração alimentou a rivalidade entre as equipes, que já estava aquecida por semanas de trocas de acusações e manifestações públicas. O vídeo do Palmeiras, portanto, chegava como uma retaliação previsível, recuperando falas anteriores do executivo para sustentar sua contra-argumentação.

As críticas de Boto que originaram a provocação

O ponto de partida da polêmica foi o empate do Flamengo com o Corinthians em 22 de março. Na ocasião, Boto havia feito uma avaliação contundente da partida: “O que nos queixamos é que não conseguimos fazer um jogo de 11 contra 11”. A declaração deixava implícita a acusação de arbitragem desfavorável ao Rubro-Negro.

Além dessa fala, o diretor havia comentado em outras ocasiões sobre a qualidade das decisões arbitrais, sempre insinuando favoritismo em favor do Palmeiras. Essas declarações foram precisamente o material que o Verdão escolheu para montar seu vídeo de resposta. O Palmeiras, ao recuperar essas falas e editá-las com a mensagem irônica de “autocrítica”, buscava desqualificar o discurso de Boto e sua credibilidade nas críticas dirigidas ao Verdão.

O contexto do adiamento do Flamengo x Fluminense foi fundamental para entender o clima entre os clubes. O Rubro-Negro havia solicitado a mudança de data da partida, originalmente marcada para 11 de abril, para 12 de abril. A justificativa era logística: a delegação havia jogado na Libertadores em Cusco e só chegou ao Rio na noite de 9 de abril. Com o cansaço e o deslocamento de longa distância, o clube solicitou o adiamento de 24 horas para recuperação e preparação. A CBF e a Polícia Militar concederam a autorização, decisão que gerou reclamações públicas do Palmeiras.

A resposta do Flamengo: não responder

Diferente de Boto, que havia retrucado com a declaração sobre “chorões profissionais”, o Flamengo como instituição optou por não elevar o tom. A decisão refletia uma postura estratégica: não responder à provocação nas redes sociais, tratando-a como aquilo que era — uma mensagem sem substância, apenas gozação entre rivais.

Essa abordagem contrasta com o padrão de trocas públicas que havia marcado as semanas anteriores. O clube preferiu focar em seus compromissos imediatos, em vez de alimentar uma disputa de narrativas nas redes sociais. O próximo jogo do Flamengo seria contra o Independiente Medellín no dia 16 de abril, às 21h30, pela CONMEBOL Libertadores. Manter a concentração em competições relevantes era a prioridade anunciada.

Em seguida, o Rubro-Negro enfrentaria o Bahia em 19 de abril e o Vitória em 22 de abril, ambos em casa. O calendário era intenso, e a gestão de energia e foco era importante. Escolher não se envolver em polêmicas nas redes sociais, portanto, estava alinhado com essa necessidade prática.

Atualmente, o Palmeiras lidera o Campeonato Brasileiro com 26 pontos, enquanto o Flamengo está seis pontos atrás, na terceira posição. A distância na tabela, embora ainda deixasse margem para recuperação, tornava mais importante focar no desempenho em campo. A situação entre os clubes continua tensa, mas sem novas provocações públicas do Flamengo até o momento.