Leonardo Jardim encerra julho invicto com Flamengo, mas enfrenta pressão após tropeços

Leonardo Jardim e o Flamengo encerraram julho sem derrotas em campo. Invictos. Mas não é bem assim que se explica o mês da Nação rubro-negra. Entre amistosos internacionais e partidas do Brasileirão, o Mengão acumulou quatro vitórias e três empates — e é justamente nesses empates que mora a preocupação.

Com aproveitamento de 71,4% em sete jogos, o clube carioca marcou 16 gols e sofreu apenas sete. Os números parecem robustos. A realidade, porém, revela uma história mais complexa: três tropeços no calendário oficial custaram pontos preciosos na briga pelo título. Enquanto o Flamengo empatava, o Palmeiras abria oito pontos de vantagem na liderança.

Julho começou com a agenda de intertemporada no Algarve, em Portugal. O Mais Querido enfrentou River Plate no dia 3 e saiu com um empate em 2 a 2. Na sequência, duas vitórias seguidas: 2 a 0 sobre o Lausanne-Sport e 2 a 1 diante do Benfica. O troféu simbólico do torneio amistoso ficou com o rubro-negro, conquistado justamente contra os donos da casa portuguesa.

De volta ao Brasil, o Flamengo recebeu o Olímpia em Brasília, no estádio Mané Garrincha, no dia 17. Nova vitória: 4 a 2. A preparação rodava bem, o ritmo estava mantido, e Leonardo Jardim conseguia testar variações táticas antes do retorno ao Brasileirão. Tudo caminhava para o lado certo.

Retorno ao Brasileirão marca o início dos tropeços

Quando o calendário oficial retornou, no dia 22, o elenco rubro-negro pareceu renovado. Goleou a Chapecoense por 4 a 0, fora de casa, em Brasília. Autoridade. Solidez. O time começava forte. Mas ali começava também a sequência que definiria toda a tensão de julho.

Três dias depois, no Maracanã, o Flamengo empatou em 1 a 1 com o São Paulo. Não perdeu, mas não venceu. Os pontos começaram a escorregar. No último jogo do mês, no dia 29, novo tropeço: 1 a 1 com o Internacional, no Beira-Rio. Vitinho havia aberto o placar para o Mengão, mas Samuel Lino empatou para os gaúchos.

Dois empates consecutivos no Brasileirão transformaram o aproveitamento de 71,4% em questão. Não era mais sobre ser invicto — era sobre os pontos perdidos. Enquanto o Flamengo empatava, a distância para o Palmeiras crescia. Oito pontos de vantagem do líder. A margem diminuía.

Pressão já bate à porta de Leonardo Jardim

A sequência de empates intensificou o radar sobre Leonardo Jardim. Reunião está marcada entre o técnico e a diretoria, com a participação de Luiz Eduardo Baptista (BAP) e José Boto. O assunto é claro: o que fazer para recuperar o desempenho ofensivo e parar de deixar pontos pelo caminho.

O Flamengo teve folga na quinta-feira, dia 30, após a viagem de volta de Porto Alegre. A reapresentação estava marcada para sexta, 31 de julho, às 10h no CT Ninho do Urubu, sob comando de Jardim. Treinos agendados para sábado e domingo, ambos às 10h, para preparar a equipe para o próximo compromisso.

Antes do retorno aos jogos, o elenco terá cerca de dez dias de pausa — período que coincide com a Copa do Brasil, competição na qual o Mais Querido já foi eliminado. A próxima partida acontece no dia 9 de agosto, às 19h30, no Maracanã, contra o Vitória, válida pela 22ª rodada do Brasileirão.

Julho terminou com invencibilidade, mas a margem de conforto diminuiu. O Flamengo não perdeu, mas perdeu pontos. É a diferença entre uma retrospectiva positiva e uma pressão crescente sobre as próximas decisões. Leonardo Jardim sabe disso. A diretoria também.