O Flamengo atua nos bastidores para influenciar a alíquota aplicada às Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) na tramitação da Reforma Tributária, segundo apuração. A mobilização, feita a pedido do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), envolve deputados alinhados ao clube e mira a definição do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja taxa pode impactar diretamente a competitividade do futebol brasileiro.
O que está em jogo para o Flamengo
A disputa parlamentar se apresenta entre manter a alíquota de 5% aprovada pelo Senado ou elevá‑la para 8,5%. A Câmara aprovou o texto‑base do deputado Mauro Benevides Filho por 330 votos a 104, e a votação dos destaques — incluindo os números 9 e 10, que tratam especificamente das SAFs — estava prevista para terça‑feira, 16/12/2025. A decisão determinará se clubes estruturados como empresas terão carga tributária diferente das associações.
Embora o Flamengo permaneça como associação e não tenha assinado os protestos públicos das SAFs, a diretoria, sob comando de Bap, busca nos bastidores garantir regras que preservem equilíbrio competitivo, mesmo com projeção de receita recorde próxima de R$ 2 bilhões na temporada.
Pressão política e próximos passos
Clubes que já se tornaram SAFs, como Cruzeiro e Atlético‑MG, divulgaram comunicado conjunto contra o aumento e defendem a manutenção da alíquota menor como condição de sustentabilidade. Líderes partidários, entre eles Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentaram destaques que poderão manter os 5% ou levar a proposta ao aumento.
O desfecho na Câmara será decisivo para o cenário financeiro do futebol e deve ser acompanhado de perto pela diretoria do Flamengo e pela Nação, que terão interesse direto nas consequências para mercado e planejamento esportivo em 2026.
Colaborador e produtor de conteúdo esportivo. Torcedor do Flamengo, escreve sobre jogos, desempenho do time e principais notícias do futebol nacional.