O Clube de Regatas do Flamengo protocolou, nesta segunda-feira (16), um pedido oficial junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para reconhecer a Nação Rubro-Negra como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A iniciativa visa eternizar a paixão e a identidade de milhões de torcedores e reconhecê-los como um fenômeno cultural de relevância nacional.
A ação representa um movimento estratégico do clube para valorizar a dimensão social e cultural de sua torcida, legitimando o impacto da Nação não apenas no esporte, mas também como expressão cultural com potencial de reconhecimento internacional. A formalização do pedido ao Iphan abre um novo capítulo nessa busca pelo selo de reconhecimento, que evidencia a singularidade da relação entre o Flamengo e seus fãs.
O documento foi entregue pelo ídolo Zico ao presidente do Iphan, Leandro Grass, e ao diretor de Patrimônio Imaterial da instituição, Deyvesson Gusmão, durante visita ao acervo do Patrimônio Histórico do clube, localizado na Gávea. A cerimônia reforçou a relevância da iniciativa para a história e o futuro do Rubro-Negro.
“O Flamengo é uma Nação. Uma Nação sem fronteiras. Uma Nação de 45 milhões de pessoas que fala a mesma língua, que compartilha a mesma paixão e que se reconhece em qualquer parte do mundo.”
A visão do Iphan e a mobilização dos torcedores
Leandro Grass, presidente do Iphan, afirmou que o pedido do Flamengo abre um diálogo relevante sobre a identificação de elementos culturais ligados ao futebol no país, considerando a catalogação da Nação Rubro-Negra como uma possibilidade inovadora nas políticas nacionais de patrimônio.
Paralelamente ao protocolo no Iphan, o Flamengo mantém a mobilização por meio de uma petição pública, lançada no ano anterior, com o objetivo de obter reconhecimento da torcida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento já reúne aproximadamente 600 mil assinaturas; o clube busca alcançar 1 milhão de adesões. Torcedores interessados em apoiar podem registrar seu nome em: peticao.flamengo.com.br.
A iniciativa busca não só celebrar a história e a identidade do clube, mas também consolidar o papel social e cultural da torcida como parte integrante da memória coletiva do país.

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