A escalação da força máxima do Flamengo está na ponta da língua dos torcedores, mas desde o ano passado uma pergunta permanece: Rodrigo Caio estará à disposição? O zagueiro de 27 anos, contratado ao São Paulo em 2019, é considerado o melhor da posição na equipe atual, mas não consegue ter sequência pelo segundo ano consecutivo em razão de problemas físicos.

Na última vez em campo, contra a Portuguesa, o camisa três voltou a sentir dores na coxa direita, a mesma que o incomodou ao longo de todo 2020. E o fez atuar em menos da metade dos jogos no ano em que a pandemia começou. Foram 32 partidas disputadas por Rodrigo Caio dentre as 70 vezes que o Flamengo entrou em campo. Em 2019, o zagueiro atuou 60 vezes em 77 partidas, o que foi determinante para as conquistas mais importantes do clube.

Em 2021, o drama continua. O defensor entrou em campo em apenas três dos 12 jogos da equipe, cinco deles disputados com força máxima. Mas mesmo com o seu melhor zagueiro em campo, o técnico Rogério Ceni teve dificuldades para dar estabilidade ao sistema defensivo. A necessidade de alternar a dupla de zaga, somada ao improviso de Willian Arão, deixam o setor mais inseguro.

Amanhã, contra o Volta Redonda, o treinador deve escalar uma equipe mista, mas Rodrigo Caio é baixa. Na reapresentação após a vitória na Libertadores, o zagueiro fez trabalhos na fisioterapia e na academia, e ainda pode passar por exames para avaliar a gravidade do problema na coxa. Com isso, virou dúvida também para a segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, contra o La Calera, do Chile, no Maracanã, terça-feira.

<SW,-16>Em 2020, Rodrigo Caio se recuperou de Covid-19, defendeu a seleção brasileira, e voltou ao Flamengo com uma lesão no joelho. Em seguida, teve um problema na panturrilha. Desde então, ficou 69 dias no estaleiro. Na reta final do Brasileiro, ainda jogou no sacrifício, e agravou o problema na coxa do qual ainda tenta se livrar. Tanto para ajudar o Flamengo, como para voltar à lista de Tite.

Alternância de nomes

Willian Arão virou hoje, na prática, o principal zagueiro do Flamengo. O detalhe é que o volante improvisado também sofre para se sustentar na posição diante da alternância de companheiros ao seu lado.

Recém-contratado, Bruno Viana teve algumas oportunidades, mas Rogério Ceni preferiu apostar no maior entrosamento com Gustavo Henrique, que já está no clube há um ano. Nenhuma das opções obteve o retorno esperado, e a solução ainda passa pela volta de Rodrigo Caio.

Nos cinco jogos com força máxima, foram duas participações de Rodrigo Caio e Arão, contra Palmeiras e Madureira, duas de Gustavo Henrique com Arão, contra Vélez e Bangu, e uma de Arão Bruno Viana, diante do Vasco, única derrota da série.